Grupo terrorista pode estar planejando atentado contra Bolsonaro durante posse; PF vai investigar

  • Por Jovem Pan
  • 27/12/2018 16h26
Wilton Junior/Estadão ConteúdoGrupo reivindicou posse de artefato explosivo desarmado pela Polícia Militar em região administrativa do Distrito Federal

Um grupo autodeclarado terrorista e antipolítico, o “Sociedade Secreta Silvestre”, será investigado por possível ameaça de atentado contra o presidente eleito Jair Bolsonaro, do PSL, no dia 1 de janeiro, durante a posse.

A Polícia Federal já havia impedido um atentado orquestrado pelo grupo durante o natal. Na ocasião, um artefato explosivo foi deixado em uma igreja de Brazlândia. Ninguém ficou ferido. A autoria foi reivindicada pelo grupo.

Em um site atribuído ao grupo, uma mensagem publicada contra o presidente eleito reiterou a preocupação da Polícia Civil com a segurança do evento e do militar reformado.

“Se a facada não foi suficiente para matar Bolsonaro, talvez ele venha a ter mais surpresas em algum outro momento, já que não somos os únicos a querer a sua cabeça. Dia 01 de Janeiro de 2019 haverá aqui em Brasília a posse presidencial, e estamos em Brasília e temos armas e mais explosivos estocados”, diz a publicação.

O esquema de segurança planejado para a posse não deve ser alterado. A informação é da Polícia Federal. Além do órgão, o GSI, Gabinete de Segurança Institucional, o Exército, a Força Nacional e a Secretaria de Segurança Pública do DF também trabalharão durante o evento para mitigar ameaças.

Atentado interceptado no natal

No último dia 25, durante o feriado de natal, a Polícia Militar do Distrito Federal desativou um artefato explosivo próximo a uma igreja em uma região administrativa do DF durante a madrugada.

“Nós da Sociedade Secreta Silvestre reivindicamos o abandono de um explosivo de 5 quilos recheado de pregos e pólvora negra no Santuário Menino Jesus, desta vez, em Brazlândia, por volta das 21:20”, diz a nota do grupo.

O grupo, que se auto intitula Sociedade Secreta Silvestre, um grupo ligado a uma suposta facção maior que se chamaria “Maldição Ancestral”, teria divulgado que uma bomba explodiria ao lado da Igreja Santuário do Menino Jesus, em Brazlândia. O artefato foi desarmado pela PM com sucesso, mas a investigação da tentativa de ataque a bomba será investigada pela 18º Delegacia de Polícia Civil.

*com informações do Estadão Conteúdo