Homem dispara contra vizinho gay após festa; testemunhas relatam insultos homofóbicos

O homem identificado como Adel Abdo atirou três vezes contra Rafael Dias, de 33 anos. Um dos tiros atingiu o rosto do rapaz, que foi operado e passa bem

  • Por Rafaela Lara
  • 23/12/2019 16h01 - Atualizado em 23/12/2019 16h04
Reprodução / Redes SociaisRafael Dias, de 33 anos, levou um tiro no rosto. Autor do disparo foi solto na tarde deste domingo (23)

Um homem atirou três vezes contra um vizinho, no Centro de São Paulo, neste domingo (22). Testemunhas e o advogado da vítima afirmam que se trata de um caso de homofobia. O homem que efetuou os disparos teria feito insultos homofóbicos e ameaças na noite anterior aos tiros.

A vítima, Rafael Dias, de 33 anos, foi atingida no rosto por um dos tiros e está internado na Santa Casa de Misericórdia, no bairro da Santa Cecília. Dias foi operado e seu estado de saúde é considerado bom, de acordo com o advogado José Beraldo.

As ameaças e insultos homofóbicos feitos por Adel Abdo, de 89 anos, autor dos disparos identificado pela polícia, aconteceram neste sábado (21) durante uma reunião de amigos na casa de Dias. Abdo, que é policial militar aposentado, teria dito aos rapazes que “tem que meter bala em viado” e que “viado tem que morrer”.

Abdo chegou a ser preso em flagrante, mas foi solto na tarde desta segunda (23) por ter endereço fixo e mais de 80 anos. Após a chegada da Polícia Militar, ele entregou a arma usada, um revólver calibre 22, que tem registro.

“É, sem dúvidas, um caso de homofobia. Ele foi solto há pouco nesta segunda porque é réu primário, tem endereço fixo, bons antecedentes e mais de 80 anos, mas é um homofóbico declarado. O que ele fez foi tentativa de homicídio qualificado”, diz o advogado da vítima.

O advogado também afirmou que voltará a pedir a prisão de Abdo nesta segunda, no Departamento de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP). “Foi determinado em audiência de custódia que ele não poderá se aproximar dos dois [Rafael e seu companheiro], mas eles são vizinhos, moram no mesmo prédio. Pedirei a prisão dele novamente no DHPP”, afirmou.