‘Honro meu passado, mas não para me vitimizar’, diz maquiador Agustin Fernandez

  • Por Jovem Pan
  • 11/06/2019 12h24 - Atualizado em 11/06/2019 12h47
Jovem PanHomossexual, ele comprou briga com grande parte do movimento LGTBQ por se declarar contrário às pautas reivindicadas pelo grupo

Com mais de 3 milhões de seguidores no Instagram, uma carreira reconhecida como maquiador e próximo de estrelas do mundo dos famosos, o uruguaio Agustin Fernandez não tinha tantos motivos para se envolver em polêmicas no Brasil. Até declarar seu voto em Jair Bolsonaro nas eleições de 2018.

Homossexual, ele comprou briga com grande parte do movimento LGTBQ por se declarar contrário às pautas reivindicadas pelo grupo. E diz não se arrepender por isso. “Eu me relaciono com muita gente conservadora, as pessoas me dizem: ‘Deus te abençoe’, mesmo quando estou de salto e maquiagem”, diz. “Ser gay e só falar com seu público é muito fácil”.

Fernandez foi o convidado da manhã desta terça (11) no Morning Show e aproveitou para falar sobre seu mais novo livro, “Empresário de Sucesso – dicas infalíveis para alavancar sua carreira”. Na obra, o maquiador dá dicas de como ter autoestima para empreender e sustentar um negócio, mesmo diante de adversidades. Ele usa a própria história como exemplo de gestão.

“Eu adoro honrar o meu passado, mas não para me vitimizar”, diz, lembrando das dificuldades que enfrentou. “Eu precisei me prostituir no Uruguai e quando cheguei aqui. As pessoas me julgam por isso, mas foi importante para eu reunir um pouco de dinheiro e começar a empreender”.

O livro foi escrito enquanto o maquiador viajava, em pequenos trechos no bloco de notas do celular. “Demorou uns três anos, agora está pronto e já tenho outro para lançar”, afirma. “Os dois refletem parte de quem eu sou: gosto de trabalhar muito e usufruir do que eu faço”.

O próximo lançamento do maquiador está marcado para agosto, com o título “Como vencer na vida sem se vitimizar”. A tese defendida pelo livro costuma render críticas severas a Fernandez, mas ele diz não se importar. E rebate os detratores.

“Nesse mundo gay as pessoas são muito hipócritas, elas te segregam por trejeitos, renda, local onde mora”, aponta. “Eu passei por muitas coisas ruins no Uruguai, mas botei na cabeça que não vim pro mundo passar fome, me prostituir. Trabalhei e hoje ganho dinheiro com isso, então acho que as pessoas também podem”.