Ibama diz que petróleo derramado em praias do Nordeste não é do Brasil

Despejo atingiu 105 praias em 48 municípios

  • Por Jovem Pan
  • 26/09/2019 16h12 - Atualizado em 30/09/2019 15h00
Reprodução/Projeto QUEAMARAnimais foram atingidos pelo despejo; vídeo publicado por projeto QUEAMAR mostra tartaruga coberta de petróleo

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) afirmou que o despejo de petróleo que atingiu 105 praias em 48 municípios não é produzido pelo Brasil. Segundo o órgão, investigação feita com o apoio do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal apontou que é a mesma substância que está poluindo todas as praias, contudo a origem ainda não foi identificada.

“O Ibama requisitou apoio da Petrobras para atuar na limpeza de praias. Nos próximos dias, a empresa irá disponibilizar um contingente de cerca de 100 pessoas”, informou.

Desde o dia 2 de setembro, o instituto vem estabelecendo ações, juntamente com os Bombeiros, a Marinha e a Petrobras com o objetivo de investigar as causas e responsabilidades do despejo. A maior parte dele está no Rio Grande do Norte (41%). De acordo com os analistas da equipe de monitoramento, no entanto, a situação no Estado é estável até o momento.

“O grupo de comando foi transferido de lá para o Maranhão, onde estão chegando novos vestígios de óleo. O Ibama continuará acompanhando as ações de limpeza no litoral potiguar”, disse.

Animais foram atingidos

O Quelônios Aquáticos do Maranhão (QUEAMAR) publicou um um vídeo chocante de manchas de petróleo no município de Alcântara, nas praias de Itatinga e Taperai. Em um deles, uma tartaruga-marinha aparece coberta da substância. Ela foi devolvida ao mar pelos participantes do projeto.

Confira:

 

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O Ibama declarou que, além desta tartaruga, uma da espécie oliva foi encaminhada com vida ao Projeto Cetáceos da Costa Branca pra reabilitação e outra foi devolvida ao mar por populares. “Os demais animais encontrados estavam mortos ou morreram posteriormente.”

“O Instituto orienta que, caso alguém encontre animal com óleo, sejam acionados imediatamente os órgãos ambientais para adotar as providências necessárias. O animal não deve ser lavado nem devolvido ao mar antes da avaliação de veterinário”, afirmou.

O órgão esclareceu ainda que não há evidências de contaminação de peixes e crustáceos e que “a avaliação da qualidade do pescado capturado nas áreas afetadas para fins de consumo humano é competência do órgão de vigilância sanitária”.

“Os banhistas e pescadores não devem ter contato com o material. Caso seja identificado produto no mar ou nas praias, o cidadão deve informar o local à prefeitura. O óleo recolhido deve ser destinado adequadamente, não sendo recomendado misturá-lo com o resíduo comum.”