Ibope: popularidade de Bolsonaro atinge menor índice desde a posse

  • Por Jovem Pan
  • 27/06/2019 15h18 - Atualizado em 27/06/2019 15h43
Alan Santos/PRA queda na popularidade do presidente foi maior entre as mulheres e nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (27) pelo CNI-Ibope mostrou que a popularidade do presidente Jair Bolsonaro caiu entre abril e junho de 2019. O percentual dos que avaliaram o governo como ruim ou péssimo subiu de 27% para 32%, enquanto os que classificaram como ótimo ou bom diminuiu de 35% para 32%.

No que diz respeito à maneira de governar do presidente, o percentual de desaprovação cresceu de 40% para 48%, enquanto a aprovação recuou de 51% para 46%. A confiança em Bolsonaro também diminuiu de 51% para 46%, enquanto os que responderam que não confiam aumentou de 45% para 51%.

A maior insatisfação foi observada na área de Educação, alvo de polêmicas nos últimos meses devido aos contingenciamentos. O percentual de descontentamento subiu de 44% para 54%, e o de apoio desceu de 51% para 42%.

A queda na popularidade do presidente foi maior entre as mulheres, com ensino até a quarta série do fundamental, com menor renda familiar e entre os residentes das regiões Norte/Centro-Oeste e Nordeste. Já na região Sul, a popularidade de Bolsonaro continua grande: é a única em que mais de 50% da população avaliou o governo como ótimo ou bom.

Apesar de a popularidade do presidente cair mais nas cidades do interior, ela permanece menor entre os residentes das capitais. No interior, a desaprovação na maneira de governar de Bolsonaro subiu 11 pontos percentuais, de 37% para 48%, e 31% das pessoas avaliou o governo como ruim ou péssimo. Na capital, esse percentual foi de 37%.

Sobre as notícias recentes do governo, o percentual dos entrevistados que as considerou desfavoráveis cresceu de 39% para 45% entre abril e junho. Os temas mais lembrados pela população foram a reforma da previdência, o decreto sobre a posse e o porte de armas e as manifestações populares.

Em relação ao governo de Michel Temer e o segundo mandato de Dilma Roussef, a aprovação de Bolsonaro continua maior. No entanto, com a diminuição, ficou pior do que a maior parte do primeiro mandado da ex-presidente.

O levantamento foi feito entre os dias 20 e 23 de junho e ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.