Idade mínima da mulher na transição crescerá 1 ano a cada biênio, diz relator

  • Por Estadão Conteúdo
  • 19/04/2017 11h16
Deputado Arthur Maia - Ag. Câmara

O relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA), afirmou que seu parecer, que será lido nesta quarta-feira (19), na comissão especial, terá uma alteração na regra de transição para mulheres. Segundo ele, a idade mínima inicial da transição começará em 53 anos e crescerá um ano a cada biênio. Na terça, a proposta dele previa que essa idade cresceria 11 meses a cada biênio.

Em rápida entrevista ao chegar à Câmara, Maia afirmou também que a idade mínima para as trabalhadoras rurais será mantida em 60 anos, como comunicado por ele na terça. Como mostrou o Broadcast na terça, a bancada feminina na Casa, composta por 55 deputadas, sendo 42 da base aliada, promete pressionar o governo para reduzir a idade mínima das trabalhadoras rurais. 

O relator previu ainda que seu parecer possivelmente será votado na próxima semana na comissão especial da Câmara. 

Após a leitura do relatório nesta quarta, Arthur Maia já espera que a oposição peça vistas do documento por duas sessões, o que inviabilizaria o início da discussão e votação do parecer nesta semana.

Relator diz que diminuição de idade mínima é “homenagem” à luta das mulheres

Relator da reforma da Previdência na Câmara, o deputado Arthur Maia (PPS-BA) afirmou no início da tarde desta quarta-feira, 19, durante leitura de seu parecer na comissão especial, que diminuiu a idade mínima de aposentadoria das mulheres para 62 anos “em homenagem à luta das mulheres”. 

Maia reduziu a idade mínima das mulheres após pressão da bancada feminina, composta por 55 deputadas, sendo 42 da base aliada. Um deputado da oposição o perguntou por que não tinha fixado em 60 anos. “Não poderia manter uma diferença grande em relação aos homens (cuja idade mínima será de 65 anos)”, respondeu.

Durante a leitura, o relator afirmou ainda que “seria despropositado” tirar da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência os servidores públicos que ganham salários mais altos.