Imbassahy pede exoneração do cargo de ministro da Secretaria do Governo; Temer aceita

  • Por Jovem Pan
  • 08/12/2017 17h03 - Atualizado em 08/12/2017 17h52
George Gianni/ Divulgação PSDBO agora ex-ministro classificou como uma "honra" fazer parte do governo de Temer

O ministro da Secretaria do Governo Antonio Imbassahy (PSDB-BA) pediu para ser exonerado do cargo e já foi atendido pelo presidente Michel Temer.

O agora ex-ministro classificou como uma “honra” fazer parte do governo do peemedebista e disse também que irá continuar contribuindo com a gestão Temer na Câmara dos Deputados.

“Fazer parte do seu governo foi, para mim, uma honra. Atuar na articulação política em um período de radicalização pós-impeachment, com uma grande fragmentação partidária, em meio a enormes dificuldades econômicas e fiscais, representou um grande desafio”, escreveu Imbassahy.

Na carta, Imbassahy não menciona o racha do PSDB, que neste sábado elege o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para a presidência do partido. Até agora, os tucanos estão divididos e a maioria não avaliza as mudanças propostas por Temer para a aposentadoria.

Ao dizer que “novas circunstâncias se impõem no horizonte”, o ex-ministro afirma que o PSDB “decidiu apoiar o governo sem contrapartida alguma, além de um compromisso programático”.

Em resposta, o presidente agradeceu pelo trabalho prestado do tucano, a quem chamou de “amigo”. A ação pode ter como motivo a movimentação do partido para se afastar da base aliada e vinha sido cogitada desde o mês passado.

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) deve assumir o lugar de Imbassahy, cuidando da articulação política com o Congresso num momento em que o governo tenta votar a reforma da Previdência na Câmara.

Na prática, a saída de Imbassahy da equipe dilui o impacto político da convenção do PSDB, que será realizada neste sábado, em Brasília. “Esse questão do desembarque é página virada”, disse o líder da bancada dos tucanos na Câmara, Ricardo Tripoli (SP).

O titular das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, permanecerá no posto. A ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, deverá deixar o cargo nos próximos dias. A saída de Imbassahy já era assunto no Planalto desde novembro, após a saída do também tucano Bruno Araújo do Ministério das Cidades.

*Com informações do Estadão Conteúdo