Investigação sobre militar que espionou ativistas de esquerda é arquivada

  • Por Jovem Pan
  • 18/05/2019 13h24
Reprodução/JP"Balta Nunes" era o nome utilizado pelo major para se infiltrar em grupos de movimentos sociais

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), responsável por São Paulo e Mato Grosso do Sul, decidiu arquivar uma ação que investigava o major de inteligência do Exército Willian Pina Botelho, que em 2015 e 2016 se infiltrou em grupos de movimentos sociais sob a identidade falsa de Balta Nunes. Ele seria indiciado pela Procuradoria pelos crimes de falsidade ideológica e e usurpação de função pública.

O “Balta” era um falso militante que usava as redes sociais para se infiltrar em movimentos de esquerda. Evidências sugerem que ele assediou mulheres desses grupos.

O TRF, cuja decisão atendeu a um pedido de habeas corpus feito pela Advocacia-Geral da União, considerou que não havia indícios de crime para formar uma denúncia.

O procurador Marcos Ângelo Grimone, um dos responsáveis pela investigação, disse que ficou “de mãos atadas” com a decisão.

Esse arquivamento se soma a outros quatro que Botelho já conseguiu desde 2016, quando seu caso veio à tona.

De acordo com o El País, o próprio Exército, o Ministério Público Estadual, a Procuradoria de Justiça Militar e a Câmara dos Deputados já tinham tentado formar denúncia contra o major.