Investigações apontam que torcedores do São Paulo armaram emboscada contra palmeirenses

Daniel Marki Barreto e um grupo de cerca de sete são paulinos esperavam os palmeirenses em uma escada na saída da estação Vila Clarice

  • Por Jovem Pan
  • 02/11/2019 08h46
ReproduçãoDaniel admitiu que se envolveu em uma briga contra os rivais, mas negou que tenha utilizado uma barra de ferro

As investigações da Polícia Civil apontam que o torcedor do São Paulo agredido por cerca de 25 palmeirenses na última quarta-feira (30) armou uma emboscada contra os rivais.

Imagens de câmeras de segurança da CPTM mostram que o torcedor agredido Daniel Marki Barreto e um grupo de cerca de sete são paulinos esperavam os palmeirenses em uma escada na saída da estação Vila Clarice, na linha rubi.

No vídeo, eles surpreendem os palmeirenses e começam a agressão. No entanto, não contavam que a torcida do Palmeiras estava em maior número e poderia revidar.

Agora, Daniel será investigado como suspeito de associação criminosa. A versão dele conta que estava com outros São Paulinos esperando por um amigo na estação quando foram surpreendidos pelos palmeirenses. Ele admitiu que se envolveu em uma briga contra os rivais, mas negou que tenha utilizado uma barra de ferro.

O delegado César Antonio Saad, da Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva, desmentiu esse discurso. “Ele [Daniel] disse em depoimento que quem estaria com as barras de ferro seria a torcida do Palmeiras, mas ao que tudo indica, a gente analisando as imagens rapidamente, eles também estariam com essas barras de ferro”, afirmou.

Com as novas imagens o procedimento passa pela individualização das condutas para determinar as punições dos indivíduos. Em um primeiro momento, a Polícia Civil comunicou à Federação Paulista de Futebol a proibição da entrada dos envolvidos em estádios. No entanto, para Saad, essa medida não vem se mostrando eficiente.

“A gente sabe que as brigas não ocorrem mais só dentro dos estádios, elas tem sido fora, muitas vezes em dias de jogos, mas não só em dias de jogos. Então, precisamos tomar uma medida muito mais eficaz. Esse trabalho em conjunto com o poder público é o que vai fazer essas brigas diminuírem.”

Além de Daniel, todos os envolvidos são agora suspeitos de associação criminosa. Um dos palmeirenses agredidos, que teve os dois braços quebrados, teve alta na última quinta-feira (31).

* Com informações do repórter Renan Porto