‘Já falei que não entendia de economia?’, diz Bolsonaro

  • Por Jovem Pan
  • 01/06/2019 20h08
Alan Santos/PRBolsonaro afastou a possibilidade de criar novos impostos ou aumentar valores de taxas já existentes

Ao ser questionado sobre projeções para futuro do Brasil após a queda de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre do ano, o presidente Jair Bolsonaro respondeu: “Já falei que não entendia de economia? Quem entendia afundou o Brasil, eu confio 100% na economia do Paulo Guedes.”

De acordo com ele, vários fatores influenciam na melhora do índice, como questões externas e a aprovação da reforma da Previdência. Bolsonaro citou possibilidade de o governo autorizar a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e afirmou que isso está sendo estudado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Ele prometeu ainda apresentar novas medidas para após a reforma. O presidente ressaltou a importância de o Congresso aprovar o crédito suplementar solicitado pelo governo para garantir o pagamento da Previdência, de subsídios e de benefícios assistenciais. O governo, afirmou, está trabalhando para garantir a promessa de pagar a 13º parcela do Bolsa Família por meio do combate a fraudes no benefício.

Em relação a medidas provisórias, disse aguardar decisões do Congresso para encaminhamentos. A MP do Saneamento, por exemplo, perde a validade se não for aprovada até esta segunda-feira (3). O texto não está na pauta da Câmara ou do Senado.

Impostos

Bolsonaro afastou a possibilidade de criar novos impostos ou aumentar valores de taxas já existentes. “Da minha parte, está descartada qualquer possibilidade de novo imposto ou majorar qualquer imposto, isso não existe”, revelou.

O secretário da Receita, Marcos Cintra, tem defendido a criação de um imposto sobre transações para cobrir o fim de tributos sobre a folha de pagamentos.

“O Cintra, com todo respeito, é um secretário. Acima dele, está o Paulo Guedes, depois estou eu. A gente não admite falar em volta da CPMF, você pode até inventar um novo nome para agregar um montão de imposto, mas que não represente no final da linha tirar dinheiro da mão do povo”, disse Bolsonaro.

O presidente declarou ter a intenção de que cada vez menos o Estado interfira na vida das pessoas.

* Com informações do Estadão Conteúdo