Jair Bolsonaro: Acredito no Flávio, a pressão em cima dele é para me atingir

  • Por Jovem Pan
  • 23/01/2019 22h13 - Atualizado em 23/01/2019 22h16
Alan Santos/PRPresidente brasileiro está na Suíça para Fórum Econômico Mundial

O presidente Jair Bolsonaro falou na noite desta quarta-feira (23) que acredita na inocência do filho Flávio, que teve o sigilo bancário quebrado pelo Ministério Público após relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificar movimentações atípicas nas contas de ex-assessores do agora senador eleito da República.

“Acredito nele. A pressão enorme em cima dele é para tentar me atingir. Ele tem explicado tudo que acontece com ele nessas acusações infundadas”, afirmou, em entrevista à Record TV. Para Bolsonaro, a quebra de sigilo foi uma arbitrariedade. “Não estamos acima da lei, muito pelo contrário, mas que cumpram a lei, não falam diferente conosco.”

“Não é justo atingir um garoto, como estão fazendo com ele, para tentar me atingir. O Brasil vai muito bem e nós não recuaremos no nosso propósito de fazer o Brasil grande e colocá-lo no lugar de destaque que ele merece”, completou o presidente. Bolsonaro está em Davos, na Suíça, onde está participando do Fórum Econômico Mundial.

Fórum

Jair Bolsonaro reafirmou que foi uma honra fazer o discurso de abertura do Fórum de Davos. “Em poucos minutos demos uma retrospectiva do Brasil do futuro. “O Brasil é visto com muito carinho por empresários e governos de todo mundo, eles querem o bem do brasil, agora nós precisamos fazer a nossa parte e fazer reformas.”

“Não podemos continuar com déficits anos após ano.”

Segundo ele, investidores querem que o País seja desburocratizado e tenha menos impostos. À tarde, ele cancelou entrevista coletiva e alegou motivos de saúde. “A recomendação médica é de que tenho que chegar descansado a São Paulo, para a cirurgia [de retirada da bolsa de colostomia]. E não tinha novidade para apresentar à imprensa.”

Venezuela

Algumas horas depois de declarar apoio político e econômico ao presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, que se declarou titular do cargo nesta quarta, Bolsonaro voltou a afirmar que é contra ditador Nicolás Maduro. “O bem maior é a liberdade. Nós tememos as ações da ditadura de Maduro”, declarou, também na entrevista.

“Um novo presidente se apresentou como líder da Venezeula. Em primeiro lugar, os Estados Unidos reconheceram a legitimidade e em seguida outros países o fizeram. O brasil se inclui nesse grupo. Países fortes [estão] dispostos a outras consequências [como uma intervenção armada], como anunciado por [Donald] Trump”, comentou.

Entretanto, o presidente brasileiro declarou que está “no limite” do que pode fazer “para restabelecer a democracia naquele país”. Essa informação corrobora com o vice – atual presidente em exercício – Hamilton Mourão, para quem “o Brasil não participa de intervenção” não é política nacional “intervir nos assuntos internos de outros países”.