Juiz pede quebra de sigilo de mais oito pessoas ligadas a Flávio Bolsonaro

  • Por Jovem Pan
  • 28/06/2019 19h17 - Atualizado em 28/06/2019 19h34
Waldemir Barreto/Agência Senado Flávio Bolsonaro Os promotores sustentam que há indícios robustos de que havia uma “organização criminosa” comandada por Flávio

Mais oito pessoas vinculadas ao antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) terão os sigilos fiscais e bancários quebrados. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (28) pelo juiz da 27ª Vara Criminal do Rio, Flávio Itabaiana.

Dois meses atrás ele já havia levantado os sigilos de 86 pessoas e nove empresas. Além disso, o juiz reforçou a fundamentação para a quebra dos sigilos, já que a falta deles foi objeto de um habeas corpus impetrado pela defesa do senador.

“Fica muito claro que eles tentam sanar os vícios da primeira decisão que não tinha a fundamentação necessária para justificar uma medida dessa dimensão”, disse o advogado de Flávio, Frederick Wassef. A 27ª Vara Criminal e o Ministério Público do Rio (MP-RJ), autor do pedido, não quiseram se manifestar. O processo corre em segredo de Justiça.

Em janeiro, Flávio Bolsonaro já havia tentado suspender as investigações no Supremo Tribunal Federal (STF), mas o pedido foi negado pelo ministro Marco Aurélio Mello. O senador alega que os promotores quebraram seu sigilo de forma ilegal ao requisitar dados do Coaf sobre sua movimentação financeira e afirma ser vítima de perseguição política com o objetivo de prejudicar o governo de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro.

Os promotores sustentam, por sua vez, que há indícios robustos de que havia uma “organização criminosa” comandada por Flávio e operada por Queiroz dentro do gabinete na Alerj, na qual o homem de confiança do então deputado arrecadava de forma ilícita parte do salário de outros assessores para o atual senador, prática conhecida como ‘rachadinha’. O MP suspeita de que ex-deputado teria usado transações imobiliárias com valores fraudados para lavar dinheiro. Ambos negam a prática.