Justiça de SP concede prisão domiciliar para dono da Ultrafarma e executivo da Fast Shop

Para serem libertados, Sidney Oliveira e Mario Otávio Gomes tiveram de cumprir uma série de medidas cautelares, como o pagamento de fiança no valor de R$ 25 milhões, e deverão usar tornolezeira eletrônica

  • Por Jovem Pan
  • 15/08/2025 18h41 - Atualizado em 15/08/2025 20h48
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JOSÉ PATRÍCIO/ESTADÃO CONTEÚDO Foto de arquivo de 03/10/2013 do empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, em sua rede de lojas na cidade de São Paulo. O Ministério Público de São Paulo (MP- SP) deflagrou nesta terça- feira, 12, a Operação Ícaro contra um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais tributários da Secretaria de Estado da Fazenda que teriam recebido mais de R$ 1 bilhão em propinas para favorecer empresas do setor de varejo. Os servidores são lotados no Departamento de Fiscalização. Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, foi preso. Além das prisões, são cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e nas sedes das empresas investigadas. Foto: JOSÉ PATRÍCIO/ESTADÃO CONTEÚDO Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, foi preso na terça (12) durante a Operação Ícaro, conduzida pelo MPSP

A Justiça de São Paulo concedeu, nesta sexta-feira (15), a prisão domiciliar para os empresários Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes, diretor estatutário da Fast Shop, sob o pagamento de R$ 25 milhões em fiança. Na decisão, o juiz Paulo Fernando Deroma de Mello manteve a prisão temporária do auditor fiscal Artur Gomes Da Silva Neto, apontado como receptor de quase R$ 1 bilhão em propinas para a concessão de créditos tributários, por mais cinco dias.

O juiz acolheu o parecer do Ministério Público de São Paulo, que considerou que a prisão domiciliar de Aparecido Sidney Oliveira e Mario Otavio Gomes não oferece ‘risco para as investigações’. Mas, pontuou que, “este Magistrado entende ser prematura a concessão da liberdade provisória aos investigados Aparecido Sidney e Mário Otávio”.

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O magistrado destacou que o caso é de ‘extrema gravidade’, sob o entendimento de que ‘a única explicação plausível para pedido de concessão de liberdade é um eventual acordo de delação premiada em curso’. “Acolho o entendimento de que se o Ministério Público pleiteia alguma medida cautelar diversa da prisão preventiva, caberá ao Magistrado decretar a cautelar mais adequada, ainda que mais gravosa”, afirmou.

A decisão impôs as seguintes medidas cautelares, aos executivos:

– Comparecimento mensal em juízo, para informar e justificar atividades;
– Proibição de frequentar prédios relacionados com a Secretaria da Fazenda do
– Estado de São Paulo, salvo se devidamente convocados;
– Proibição de manter contato com demais investigados e testemunhas;
– Proibição de se ausentar da comarca, sem prévia comunicação ao Juízo;
– Recolhimento domiciliar noturno e nos dias de folga, após às 20h00;
– Monitoração eletrônica;
– Entrega de passaporte, no primeiro dia útil após a soltura;
– Recolhimento de fiança, fixada em R$ 25 milhões.

Em relação ao auditor fiscal Artur Gomes Da Silva Neto, o magistrado entendeu que deveria se manter a prisão temporária para ‘assegurar a colheita de provas essenciais para a investigação, evitando-se eventual interferência nas apurações, como o constrangimento de testemunhas ou ocultação e manipulação eventuais provas’.

“A prisão do investigado se mostra como medida imprescindível para a conclusão das investigações do inquérito policial instaurado para cabal apuração dos crimes em tela, nesse sentido foi indicado que há diligências pendentes de cumprimento, notadamente a apuração do conteúdo existente nas mídias e aparelhos eletrônicos apreendidos nas diligências de busca e apreensão”, afirmou.

Leia comunicado da Ultrafarma

A Ultrafarma informa que está colaborando com a investigação, as informações veiculadas serão devidamente esclarecidas no decorrer do processo e demonstrará a inocência no curso da instrução. A marca segue comprometida com a transparência, a legalidade e trabalho legítimo, sobretudo, com a confiança que milhões de brasileiros depositam diariamente na empresa.

*Reportagem produzida com auxílio de IA e Estadão Conteúdo

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