Justiça decreta falência da boate Love Story em São Paulo

Falência da Love Story foi decretada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo após empresa não conseguir cumprir com acordo de recuperação judicial firmado em 2018

  • Por Jovem Pan
  • 12/02/2021 19h23 - Atualizado em 14/02/2021 07h24
Love Story/Instagram/01.2019 Boate teve falência decretada na última terça-feira

A Justiça de São Paulo decretou a falência da boate Love Story, localizada no Centro da capital paulista e em funcionamento desde 1991. A decisão emitida pelo juiz Marcelo Barbosa Sacramone na última terça-feira, 9, na 22ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de SP, afirma que a empresa não cumpriu com o plano de recuperação judicial firmado no ano de 2018 e passou a ser cobrada por credores. Segundo os autos, a defesa da Love Story atribuiu a falta de pagamento à pandemia da Covid-19. A falta de pagamentos, porém, teria se iniciado antes disso. “Ressalto, entretanto, que o inadimplemento não se justifica apenas em razão da pandemia. O crédito trabalhista deveria ter sido pago em novembro de 2019. Antes, portanto, da pandemia, a recuperanda já era inadimplente”, afirma trecho da decisão.

O juiz considerou a falta de pagamento como uma “situação de absoluto descaso” e afirmou que não há qualquer perspectiva de mudar de cenário, em prestação de informações aos credores ou qualquer “estruturação para superar a crise”. O pedido de recuperação judicial da Love Story foi feito quando as dívidas da empresa com despesas e ações trabalhistas já ultrapassavam os R$ 1,5 milhão. Agora, a arrecadação de bens e documentos deve ser realizada para a realização de ativos e os credores devem ser listados e apresentados à Justiça. Procurada, a boate informou que documentos se perderam no caminho entre a secretaria administrativa, o contador e o administrador judicial que cuidava da recuperação da empresa. “Ficamos sabendo do que estava acontecendo um dia antes do juiz decretar falência por falta dos documentos e recibos, com muito muito custo conseguimos achar, juntar e protocolar uma liminar no dia 12/02 provando que estamos sim cumprindo com os pagamentos dos credores, fizemos tudo certinho até a pandemia nos atingir e queremos uma nova assembleia para um novo acordo vide a pandemia que afetou diretamente nosso setor, mas nossa prioridade é trabalhar e quitar todos os credores”, afirma nota.