Justiça quer leiloar bens apreendidos de presos na Lava Jato no RJ

  • Por Jovem Pan
  • 25/04/2017 13h34
Brincos estão entre os itens comprados por Cabral e a mulher dele

A pedido do juiz Marcelo Bretas, a 7ª Vara Federal iniciou o levantamento e avaliação de todos os bens apreendidos até o momento na Operação Lava Jato. A intenção é reverter o lucro das apreensões aos cofres públicos por meio de leilões.

A intenção é que a medida seja tomada a cada processo que for concluído. Em caso de condenação do réu, a Justiça determinará o leilão dos bens apreendidos.

Entre os acusados que podem ter seus bens leiloados estão Sérgio Cabral e sua esposa, Adriana Ancelmo, Eike Batista, Fernando Cavendish, Miguel Skin, além do ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Sérgio Côrtes.

No caso do ex-governador do Rio, o cálculo dos valores está sendo feito sobre as joias que foram adquiridas supostamente por dinheiro de propina, obras de arte, além de um iate.

A embarcação Manhattan foi adquirida por um montante de R$ 5 milhões em 2007 e foi apreendido na Operação Calicute, em novembro do ano passado. A princípio, imaginava-se que a embarcação pertencia ao empresário Paulo Magalhães Pinto.

Outro bem que pode ir à leilão é a casa de Cabral em Mangaratiba, no Sul Fluminense.

Alvo da Operação Eficiência, o empresário Eike Batista pode ver sua Ferrari e Lamborghini leiloados, já que foram apreendidos pela Justiça. Há mais de dois anos, os dois veículos já tinham sido apreendidos em outros processos da Justiça Federal.

Um leilão tinha sido marcado, mas foi cancelado por pedido da defesa do empresário.

O leilão dos bens apreendidos pode ocorrer mesmo que os réus da Lava Jato recorram a outras instâncias após a condenação. A “Alienação antecipada” possibilitou a venda dos bens apreendidos em leilão antes de encerrar-se a ação penal.