Lava Jato prende doleiros e mira offshores com R$ 5,6 bi no exterior

  • Por Jovem Pan
  • 03/05/2018 07h33 - Atualizado em 03/05/2018 09h06
Marcello Casal Jr/Agência BrasilPrincipal doleiro do País é alvo de prisão na operação desta quinta

Novo desdobramento da Lava Jato, a Operação Câmbio Desligo cumpre na manhã desta quinta-feira 43 mandados de prisão preventiva e dois de prisão temporária no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sil e Distrito Federal, além de Paraguai e Uruguai.

De acordo com a Polícia Federal, três mil empresas offshore localizadas em 52 países movimentavam US$ 1,6 bilhão (cerca de R$ 5,6 bilhões). As companhias localizadas em paraísos fiscais (nações com pouco controle sobre a origem do dinheiro e de baixa tributação) eram usadas para ocultar o verdadeiro dono do dinheiro.

As investigações apontam a existência de um sistema baseado no “dólar-cabo”, em que dinheiro é enviado para o exterior sem a fiscalização de instituições reguladas pelo Banco Central, o “Bank Drop”.

A ação tem como base as delações do doleiro Vinícius Vieira Barreto Claret, o Juca Bala, e Cláudio Fernando Barbosa, o Tony, que trabalhavam para a organização criminosa chefiada pelo ex-governador Sérgio Cabral e foram presos no Uruguai pela Lava Jato e trazidos para o Brasil.

“Maior doleiro do País”

Um dos principais alvos desta operação é Dário Messer, apontado como o principal doleiro do Brasil. Ele foi investigado nos esquemas do Banestado e do Mensalão.

Há mandados para prendê-lo em seu apartamento no Leblon, no Rio, e também em sua casa no Paraguai.

Dário Messer tem o apelido de Carragas pois sua casa no Rio de Janeiro fica em frente às Ilhas Cagarras.

Outro doleiro, Sérgio Mizhray, também é alvo da operação e estaria em Ipanema.

Segundo as investigações, o grupo criminoso usava softwares que uniam doleiros do mundo inteiro, o que o Ministério Público Federal chama de instituição financeira clandestina.

O objetivo seria monitorar o dinheiro entre quem está no exterior e quem está no Brasil.

O repórter Jovem Pan Rodrigo Viga mostrou a fachada do prédio onde vive Carragas, em região nobre do Rio:

Felipe Moura Brasil, Joseval Peixoto e Thiago Uberreich comentaram a operação: