Líder do Vem Pra Rua destaca que manifestação é do povo e não de políticos

  • Por Jovem Pan
  • 12/03/2016 15h54

Rogério Chequer fala sobre atitude de Eduardo Cunha

Rogério Chequer fala sobre atitude de Eduardo Cunha

“A sensação é de que vai ser gigante”, afirmou o líder do movimento Vem Pra Rua, Rogerio Chequer, em entrevista exclusiva à Jovem Pan. “Pelos nossos indicadores é a maior manifestação que já houve, não só no Brasil, mas no mundo”, completou.

A manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, deverá contar, segundo expectativa da Secretaria de Segurança Pública do Estado, com mais de um milhão de pessoas. E mesmo com a presença de políticos, Rogerio Chequer afirmou que o ato não será deles, mas da sociedade. “Em termos de palanque, políticos não subirão no caminhão do Vem Pra Rua. Não somos anti-políticos, somos suprapartidários. Mas amanhã, a ocasião, o evento e a importância é do povo”, destacou.

No entanto, Chequer lembrou que a presença da classe política será grande e é excelente. “O movimento amanhã é do cidadão e espero que eles [políticos] se apresentem como cidadãos acima de tudo”, reiterou.

Com as novas denúncias relacionadas ao Governo nos últimos dias, Chequer crê que a indignação estará presente nos manifestantes. “A imprensa, a sociedade já vêm convivendo com suspeitas horríveis com relação ao ex-presidente Lula, com relação a pessoas e componentes-chave do Partido dos Trabalhadores e, conforme novos dados vêm à tona e confirmações aparecem, a indignação do povo com a forma que o dinheiro público foi tratada nos útlimos 12 anos se converte em uma enorme energia”, disse.

Sobre a classe política, Chequer alertou para a necessidade de legitimidade no processo de impeachment. “Sabemos que o processo de impeachment pede legitimidade legal, esse já temos. O segundo ponto é o apoio da população. Não dá mais para o GOverno fechar os olhos. Em terceiro, o que é absolutamente necessário, é um processo no Congresso. Sem ele nada acontece e quem comanda o processo de impeachment são os parlamentares”, lembrou.

Rogerio Chequer ressaltou ainda que os políticos terão o apoio da sociedade quando a voz das ruas for ouvida e representada. “Precisamos estar junto aos políticos com um onjetivo comum, que os políticos estejam escutando o povo nessa causa específica [transição política]”, finalizou.