Liminar que exigia funcionamento da emergência do hospital das Clínicas é suspensa

  • Por Jovem Pan
  • 05/07/2019 17h17 - Atualizado em 05/07/2019 17h19
Alex Silva/Estadão ConteúdoOs hospitais seguem com uma emergência somente para o atendimento de casos graves, com risco de morte, levados por ambulâncias, resgate ou pelo helicóptero águia da PM

A determinação que exigia que o pronto-socorro do Hospital das Clínicas ficasse aberto foi suspensa, nesta sexta-feira (5), pela Justiça, dois dias após a limitar ter sido concedida. De acordo com a assessoria do HC, o local segue com uma emergência somente para o atendimento de casos graves, com risco de morte, levados por ambulâncias, resgate ou pelo helicóptero águia da PM.

“Esta forma de atendimento, que está dentro do determinado pelo SUS para um hospital referenciado de alta complexidade, já está em pleno funcionamento desde 2013”, disse o hospital em nota.

Segundo a decisão divulgada nesta quarta-feira (3), a  Promotoria havia constatado, em maio, que o Hospital de Clínicas não vinha atendendo à demanda espontânea desde novembro de 2018. A ação foi ajuizada pela promotora de Justiça Dora Strilicherk. Ela disse que, apesar do Hospital de Clínicas receber recursos públicos e ser considerado da Rede SUS, se porta como unidade de saúde privada.

“A postura representa verdadeiro desrespeito aos cidadãos da cidade de São Paulo e violação do direito à vida”, afirmou a promotora.

No entanto, o Hospital de Clínicas argumentou que o modelo adotado permite que a unidade atenda “com rapidez e excelência casos como os dos estudantes baleados na escola Raul Brasil, de Suzano, os bombeiros no incêndio no Memorial da América Latina e os inúmeros casos graves que chegam ao hospital, salvando mais vidas todos os dias.”

“Em 2017 e 2018, o HC realizou aproximadamente 200 mil atendimentos/ano nas unidades de emergência referenciadas”, informou a nota. “É fundamental reforçar a orientação para que, em caso de necessidade, a população procure unidades de pronto-atendimento próximas às suas casas. É mais seguro e rápido para os próprios pacientes e, se indicado, eles serão encaminhados de ambulância para unidades referenciadas”, completou.