Maia quer que Congresso analise em 2 semanas proposta que adia eleições

Ideia é que o primeiro turno seja transferido de 4 de outubro para 15 de novembro, e que o segundo seja realizado em 6 de dezembro

  • Por Jovem Pan
  • 16/06/2020 16h35 - Atualizado em 16/06/2020 16h55
Frederico Brasil/Estadão ConteúdoO presidente da Câmara defendeu, também, a proposta de aumentar o tempo de propaganda eleitoral na TV

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), quer que o Congresso comece a analisar em, no máximo, duas semanas a proposta que adia as eleições municipais para novembro deste ano. Para ele, as discussões podem começar no Senado. A ideia de Maia é que o primeiro turno seja transferido de 4 de outubro para 15 de novembro, e que o segundo seja realizado em 6 de dezembro.

“Os líderes participaram da reunião, ouviram as opiniões de médicos e cientistas, e agora o presidente Davi [Alcolumbre] vai coordenar esses trabalhos juntos aos partidos no Senado e conosco na Câmara, para que gente possa iniciar a discussão. Pode ser pelo Senado [o início], não vejo problema, é a casa da federação, para que se possa ter uma decisão nas próximas semanas”, declarou nesta terça-feira (16).

O presidente da Câmara defendeu, também, a proposta de aumentar o tempo de propaganda eleitoral na TV, para evitar aglomerações durante a pandemia de Covid-19. Segundo ele, mesmo que as eleições ocorram no momento de queda da curva de contaminações no Brasil, ainda será difícil evitar tumultos. “Talvez ampliar não o prazo da televisão, mas o tempo de televisão durante o dia. Ou aumentar mais cinco dias a televisão. Talvez seja um caminho que possa ajudar”, explicou.

Para ele, o impacto da renúncia fiscal das emissoras de televisão, em caso de ampliação do tempo de propaganda eleitoral, não “seria nenhum valor absurdo em relação à importância do eleitor poder conhecer os seus candidatos”. “Quem tem muito tempo de televisão, quanto menor a eleição, melhor. Quem tem pouco tempo de televisão, se você prolongar ou aumentar o tempo, proporcionalmente, ele vai ter mais chance de chegar ao eleitor dele”, disse.