Mais da metade dos brasileiros veem governo Temer igual ao de Dilma

  • Por Estadão Conteúdo
  • 08/06/2016 13h03
Brasília-DF 11-08-2015 Fotos Lula Marques/Agência PT. Presidenta Dilma durante cerimônia de anúncio do Programa de Investimento em Energia Elétrica Lula Marques/ Agência PT Dilma e Temer

Mais da metade dos brasileiros (54,8%) entendem que o governo de Michel Temer está igual ao de Dilma Rousseff e não percebem nenhuma mudança no país, revela pesquisa CNT/MDA realizada semana passada e divulgada nesta quarta (08).

Veem mudanças positivas no País 20,1%, enquanto 14,9% consideram a situação pior.

O ceticismo em relação ao futuro também é grande. Para para 46,6% dos entrevistados, a corrupção no governo Michel Temer será igual ao do governo Dilma. 28,3% acreditam que será menor e 18,6% consideram que será maior que o da antecessora.

Avaliação

O governo Temer foi avaliado como positivo por 11,3% dos entrevistados. Consideram-no negativo 28% dos entrevistados. Para 30,2%, a gestão do presidente interino é regular e 30,5% não souberam opinar.

Sobre o desempenho pessoal de Temer, 33,8% o aprovam, 40,4% o desaprovam e 25,8% não souberam opinar.

Emprego

Mesmo com a grande rejeição e desconhecimento, o discurso do presidente em exercício está alinhado com a expectativa dos entrevistados para as prioridades do governo interino. O combate ao desemprego é a principal bandeira do peemedebista e “gerar emprego” é a medida mais urgente a ser adotada, na visão dos que responderam às perguntas da CNT.

Ações prioritárias (medidas que devem ser adotadas)

Gerar emprego: 57,0%
Melhorar a saúde: 41,4%
Combater a corrupção: 30,6%
Melhorar os resultados da economia: 24,7%
Reduzir gastos do governo: 15,5%
Melhorar a segurança: 14,8%
Fazer reformas: 6,8%

Reformas mais importantes para o Brasil

Trabalhista: 35,0%
Política: 31,7%
Tributária: 9,4%
Judiciária: 8,5%
Previdenciária: 8,4%

Impeachment

Apesar da desconfiança com Michel Temer, a maioria entende que o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência foi correto.

Para 62,4% dos entrevistados, foi correto o afastamento de Dilma de até 180 dias decretado pelo Congresso Nacional enquanto o impeachment da petista é julgado no Senado.

Por outro lado, um terço dos brasileiros (33,3%) entendem que a saída temporária de Dilma foi errada.

Mais pessoas ainda entendem que Dilma não reassumirá a presidência. Um quarto (25,3%) acreditam na volta da presidente afastada, enquanto 68,2% apostam em sua cassação.

45,6% dos entrevistados consideram que o processo de impeachment fortalece a democracia brasileira, contra 34,3% que avaliam que que a ação a enfraquece.

A pesquisa CNT/MDA foi realizada de 2 a 5 de junho de 2016 e entrevistou 2.002 pessoas em 137 municípios de 25 Estados. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.