Mais de 30 testemunhas de sequestro no RJ já foram ouvidas pela Polícia

Inquérito foi aberto nesta terça (20) e já colheu depoimentos de parentes e vítimas

  • Por Jovem Pan
  • 21/08/2019 14h06
TV Globo/Reprodução

Mais de 30 testemunhas da investigação que apura o sequestro de um ônibus na Ponte Rio-Niterói nesta terça (20) já foram ouvidas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Na ocorrência, William Augusto da Silva, de 20 anos, fez 37 pessoas reféns por três horas e meia, mas acabou morto por um atirador de elite.

O inquérito foi instaurado ontem mesmo, e a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) já ouviu os reféns e parentes do jovem.

“A DHC realizou perícia no local e o corpo foi encaminhado ao IML [Instituto Médico Legal] para exame de necrópsia. A arma que ele usava – aparentemente de brinquedo – também será periciada, assim como um teaser (equipamento de choque) e outros objetos encontrados com William”, informou a Polícia Civil.

O inquérito vai apurar também se houve a participação de outras pessoas no sequestro. O sequestrador não tinha antecedentes criminais e, segundo a polícia, estava passando por um surto psicótico no momento do sequestro.

O corpo de William foi liberado pelo Instituto Médico Legal pouco depois do meio dia desta quarta (21). A família não divulgou o local do velório e do enterro.

A Secretaria estadual de Vitimização e Amparo à Pessoa com Deficiência esteve no IML para garantir a gratuidade do enterro, conforme anunciado pelo governo, porém a família negou o auxílio. Segundo a secretaria, a avó de William tinha um plano funerário e a família optou por utilizá-lo.

Sequestro
Por volta das 6h de ontem (20), William obrigou o motorista a atravessar o coletivo na pista, na altura do vão central da Ponte Rio-Niterói. O ônibus faz a linha 2520, do Jardim Alcântara, em São Gonçalo, até o Estácio, no centro do Rio. Willian foi morto por atiradores de elite por volta de 9h.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse que a operação foi um “sucesso” e que os atiradores serão promovidos e condecorados “por bravura”. Segundo a perícia, o corpo de William apresentou seis ferimentos a bala. Ele chegou a ser levado ao Hospital Souza Aguiar, mas não resistiu aos ferimentos.

Com Estadão Conteúdo