Major Costa e Silva se sente ‘impotente’ em relação ao atentado a tiros, mas que não sente ‘medo’ de retaliações

  • Por Eduardo F. Filho
  • 04/10/2018 21h26
ReproduçãoO candidato não acreditou em nenhuma das ameaças feitas contra ele

O candidato ao governo do Estado de São Paulo, Major Costa e Silva (DC) afirmou em entrevista exclusiva à Jovem Pan que se sente “impotente” em relação ao atentado a tiros que sofreu na madrugada desta quinta-feira, 04, e que está tomando cuidados extras, mas que não sente medo. ” Estou bem tranquilo, meus filhos não foram para a escola hoje, estou pedindo para minha mulher ficar em casa, não estou saindo, mas quando sair eu pretendo revezar veículos, mudar roteiro, rotina, e ter a minha segurança pessoal aumentada”.

“Eu estou extremamente cansado, passei praticamente a noite em claro no hospital, já não tinha dormido muito bem na noite anterior. Me sinto impotente, porque eu me defendi, efetuei disparos contra vagabundo que estava atirando em mim e a primeira noticia que eu recebo é que a minha arma terá de ficar apreendida porque eu efetuei um disparo em via pública”.

A legislação brasileira considera o disparo de arma de fogo em via pública como crime e será aberto um inquérito para apurar o motivo e a intenção do Major em atirar, podendo até mesmo ser processado. “O inquérito vai apurar que foi em legitima defesa e eu não serei processado”, diz Costa e Silva.

Mesmo recebendo diversas ameaças, o major disse que não acreditou “em momento algum” na veracidade de nenhuma delas, “era tudo besteira”. Mas que o ataque ao presidenciável Jair Bolsonaro, do PSL, abriu seus olhos. ” O comandante munhoz achou que era o momento de a gente se precaver e usar o colete. Porque se atacaram um presidenciável, porque não atacar um candidato a governador. Cuidar de caldo de galinha nunca fez mal a ninguém”, disse o candidato.

Ele e o coordenador de sua campanha, o capitão do exército Hamilton da Silva Munhoz, tinham deixado um material de campanha na casa da vice do Major, a cabo Fátima, e estavam retornando para casa, quando duas motocicletas cercaram o veículo do candidato, uma Pajero prata, e começaram a atirar. Munhoz, que dirigia o carro, perdeu o controle e capotou num córrego. “O veículo rapidamente se encheu de água porque a janela do passageiro estava aberta. Efetuei mais alguns disparos na direção do vidro para quebra-lo e a gente conseguir sair pela janela”.

O major não sabe dizer se acertou algum dos bandidos e nem em quantos eles eram, mas afirma que sua arma o salvou e que sem ela, “eles provavelmente teriam voltado e atirado na gente dentro do carro”. O candidato é a favor do porte de armas, desde que, ” o cidadão atenda aos requisitos legais”, ou seja, “tenha competência técnica, saiba utilizar a arma, tenha suas aulas praticas e tenha seu curso homologado pelo instrutor de tiro credenciado”.

Ele também não sabe dizer o que teria motivado o crime. “Richa mesmo eu não tenho com ninguém, lógico que você tem desentendimento e discussão com pessoas, mas nada que pudesse levar a esse tipo de desfecho”, Conclui Costa e Silva.

Nenhum autor do crime foi preso até o momento. Apesar dos tiros e do susto, tanto o Major quando o coordenador da campanha, capitão Munhoz, passam bem – este levou um tiro nas costas, mas a bala ficou presa no colete. Ambos usavam um colete nivel 3, feito de aramida, e pela espessura, pode aguentar até um tiro de fuzil.