Mansueto: fixação da idade mínima na reforma da Previdência é essencial

  • Por Estadão Conteúdo
  • 06/04/2017 15h02
Brasília - O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto de Almeida, participa de debate na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado sobre a PEC que institui novo regime fiscal (Marcelo Camargo/Agência Brasil)Mansueto de Almeida - AGBR

O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, voltou a dizer que a fixação da idade mínima para aposentadoria na proposta de reforma da Previdência é essencial e que só vai formalizar o que já existe. De acordo com ele, o mundo todo tem idade mínima. “E o trabalhador da construção civil em São Paulo, que só consegue contribuir por 15 anos, já está sujeito à idade mínima, já se aposenta com 65 anos de idade”, disse o secretário.

O problema, de acordo com Mansueto, é que a idade mínima já existe e as pessoas é que não sabem. Para ele, quem se aposenta muito novo são os que se aposentam por tempo de contribuição. “Se você pega o anuário estatístico da Previdência, quem se aposenta por tempo de contribuição, mais ou menos metade se aposenta com menos de 54 anos de idade. Então, a idade mínima, na verdade já existe”, afirmou Mansueto.

Para ele, quem está vocalizando as críticas são os que se aposentam muito jovens e não querem perder esse direito. 

Mansueto também disse que é equivocada a ideia de que os políticos se aposentam após um ou dois mandatos e em regime especial. “Isso mudou desde 1997. Eles ainda têm um regime especial no sentido que se aposentam proporcionalmente ao tempo que ficaram no mandato e contribuíram para o sistema próprio deles”, explicou.

Isso significa dizer que se um político contribuiu por dez anos para o sistema próprio dele, esses dez anos são divididos por 35 anos (tempo de contribuição) vezes o salário de político que é de R$ 33 mil. “Então eles não se aposentam com um ano ou dois de mandato. Mesmo assim, com a reforma, os políticos terão as mesmas regras dos trabalhadores do setor privado, o que é justo”, observou.