MEC informa que vai adotar medidas emergenciais para religação de luz na Universidade Federal do Mato Grosso

  • Por Jovem Pan
  • 16/07/2019 16h51
Reprodução/UFMTO fornecimento de energia foi suspenso nesta manhã por falta de pagamento

O Ministério da Educação informou nesta terça-feira (16), em nota, que, após ter conhecimento da falta de luz na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), o ministro, Abraham Weintraub, resolveu adotar medidas emergenciais para a religação imediata de energia elétrica nos quatro campi que compõem a instituição.

O fornecimento de energia foi suspenso nesta manhã por falta de pagamento, mas a energia foi restabelecida no final da tarde. Segundo a universidade, seis contas estão em atraso, sendo quatro do ano de 2018 e duas de 2019. Weintraub tomou conhecimento da situação na última quinta-feira (11) quando chamou a reitora, Myrian Serra, ao Ministério e autorizou o repasse de R$ 4,5 milhões para que a reitoria, nomeada há três anos, quitasse a dívida das contas de luz com a concessionária de Mato Grosso.

A universidade informou, em nota, que após a liberação do repasse pelo MEC, “imediatamente dirigiu-se à Energisa para demonstrar o pagamento da fatura pendente no valor de aproximadamente R$ 1,8 milhão. A Energisa comprometeu-se a efetuar a religação da energia elétrica, o que ocorreu no final desta tarde”.

Os valores são herdados no governo anterior. A liberação do limite de empenho foi realizada na sexta-feira da semana passada com o compromisso da UFMT para o pagamento imediato da referida dívida. O ministro ainda disse que irá ainda tomar as medidas cabíveis tanto administrativas como judiciais para a responsabilização dos envolvidos pela má gestão na instituição.

O corte ocorreu nos cinco campi do Estado (Cuiabá, Várzea Grande, Araguaia, Rondonópolis e Sinop), além da Base de Pesquisa do Pantanal. Com a suspensão no fornecimento, os estudantes e pesquisadores temiam perder material e amostras de estudos em andamento.

Weintraub comentou sobre o assunto no seu Twitter. Ele escreveu que “é um absurdo que as contas” não tenham sido pagas e que “já solicitou que a luz seja religada imediatamente”.