Ministério Público de SP prende Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma

Na Operação Ícaro, que apura um esquema de corrupção com mais de R$ 1 bilhão em propinas, também foram presos o diretor da Fast Shop e um auditor fiscal da Secretaria de Estado da Fazenda

  • Por Jovem Pan
  • 12/08/2025 10h06
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JOSÉ PATRÍCIO/ESTADÃO CONTEÚDO Foto de arquivo de 03/10/2013 do empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, em sua rede de lojas na cidade de São Paulo. O Ministério Público de São Paulo (MP- SP) deflagrou nesta terça- feira, 12, a Operação Ícaro contra um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais tributários da Secretaria de Estado da Fazenda que teriam recebido mais de R$ 1 bilhão em propinas para favorecer empresas do setor de varejo. Os servidores são lotados no Departamento de Fiscalização. Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, foi preso. Além das prisões, são cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e nas sedes das empresas investigadas. Foto: JOSÉ PATRÍCIO/ESTADÃO CONTEÚDO Empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, em sua rede de lojas na cidade de São Paulo 

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deflagrou nesta terça-feira (12), a Operação Ícaro contra um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais tributários da Secretaria de Estado da Fazenda que teriam recebido mais de R$ 1 bilhão em propinas para favorecer empresas do setor de varejo. Os servidores são lotados no Departamento de Fiscalização. O empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, foi preso. Um executivo da Fast Shop, rede especializada no comércio de eletrodomésticos e eletrônicos, também foi preso.

Segundo a investigação, processos administrativos eram manipulados para facilitar a quitação de créditos tributários às empresas. Em contrapartida, essas companhias pagaram uma “mesada” a pelo menos um fiscal, por meio de uma empresa registrada no nome da mãe dele. O Estadão pediu manifestação da Secretaria da Fazenda. São cumpridos três mandados de prisão temporária, incluindo o do fiscal de tributos estadual apontado como o principal operador do esquema, e os de dois empresários, sócios de empresas beneficiadas com decisões fiscais irregulares.

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Além das prisões, são cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e nas sedes das empresas investigadas. O inquérito é conduzido pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (Gedec), braço do Ministério Público de São Paulo responsável pela investigação de crimes contra a ordem econômica. “A operação é fruto de meses de trabalho investigativo, com análise de documentos, quebras de sigilo e interceptações autorizadas pela Justiça”, informou o MP. Os investigados podem responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

*Com informações do Estadão Conteúdo 

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