Ministério Público investiga repasse de R$ 8,5 milhões em mensalão a vereadores de Santo André

  • Por Jovem Pan
  • 15/01/2019 17h14
Reprodução/FacebookEsquema teria beneficiado 18 dos 21 vereadores da Câmara de Santo André na gestão passada

Um suposto esquema de mensalão pago a vereadores do município de Santo André (SP) está sendo investigado pelo Ministério Público. Os parlamentares da cidade teriam recebido cerca de R$ 8,5 milhões de pelo menos 27 empresas que mantinham grandes contratos com a prefeitura local, gerida à época por Carlos Grana (PT).

Oito planilhas período estão sendo analisadas por promotores indicam que os pagamentos foram realizados de janeiro a agosto de 2016. O material mostraria “entradas” com os nomes das empresas e os montantes que teriam sido repassados. O MP confirma a investigação. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (15) pela CBN.

No mensalão sob investigação, as planilhas em poder do Ministério Público dão a pista dos destinatários, incluindo 11 partidos políticos e despesas de ordem pessoal – celular, combustível, cestas básicas e até pagamento de funerária. Carlos Grana foi prefeito de Santo André até 2016. Ele tentou a reeleição, mas foi derrotado por Paulo Serra (PSDB).

Promotores suspeitam que o material era controlado pelo ex-secretário de Governo Arlindo José de Lima. A apuração mostra que ele era responsável pelo gerenciamento das licitações e fazia elo com os vereadores. A lista contempla servidores municipais e 18 dos 21 vereadores da legislatura anterior – nove deles permanecem na Câmara.

Notas

Atual prefeito, Serra, afirmou que defende “veementemente” as investigações, porque a corrupção é “uma infeliz prática em gestões petistas”, em nota. “O ex-prefeito e demais responsáveis legais pela gestão anterior deverão prestar esclarecimentos se for comprovada a fraude. Sempre defenderemos a punição dos culpados com o rigor da lei.

Também em nota, a Câmara Municipal de Santo André afirmou que não recebeu nenhuma lista ou informação sobre os vereadores que estão sendo investigados e só soube pelo caso a partir de reportagem. O ex-prefeito Carlos Grana negou irregularidades. À CBN, declarou que “não houve nenhum esquema com empresas, muito menos com a Câmara”

*Com informações do Estadão Conteúdo