Ministra da Mulher critica a atuação da imprensa no caso da menina estuprada impedida de abortar

Apesar de ter o direito ao aborto legal. a criança foi impedida de fazer o procedimento tanto no hospital como pela juíza

  • Por Jovem Pan
  • 22/06/2022 20h57 - Atualizado em 22/06/2022 21h07
Alan Santos/PR - 08/06/2022 A ministra Cristiane Britto, fala em pé à frente de um púlpito A ministra Cristiane Britto na Cerimônia Brasil pela Vida e pela Família

No início da semana, o Brasil tomou conhecimento de um caso singular que corria em sigilo na Justiça, em Florianópolis (SC): uma menina, de 11 anos, que engravidou ao ser estuprada em casa, era mantida em um abrigo para impedir que fosse submetida a um aborto legal. Nesta quarta-feira, 21, em um evento em Belém, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Cristiane Britto, comentou o caso. Ela criticou a divulgação da imprensa e não fez menção a situação da menor, apenas ao fato do caso estar em segredo de Justiça.

A garota tinha entrado na 22ª semana de gravidez, quando foi levada pela mãe para fazer um aborto, mas o hospital se recusou.  A família recorreu à Justiça, o que complicou ainda mais a situação. Na audiência, a juíza Joana Ribeiro Zimmer induziu a menina a concordar em continuar com a gestação. E determinou que ela deveria permanecer em um abrigo até a criança nascer.  Depois que o caso veio a público, a sentença foi revogada e a criança liberada a voltar para casa. A conduta da juíza está sob investigação do Conselho Nacional de Justiça. No Brasil a interrupção da gravidez é permitida em caso de estupro.