Ministro critica ‘Escola sem Partido’ e pede sucessor que ‘ame a educação’

  • Por Jovem Pan
  • 22/11/2018 19h24
André Nery/MECRossieli Soares vai assumir a secretaria estadual da Educação de São Paulo em janeiro

O ministro da Educação, Rossieli Soares, voltou a criticar o projeto “Escola sem partido” nesta quinta-feira (22). Cotado para sucedê-lo, Guilherme Schelb é defensor da proposta, assim como o presidente eleito Jair Bolsonaro. Nesta tarde, o atual chefe da pasta desconversou sobre a possível indicação e disse esperar para o cargo alguém que “ame a educação”.

Soares afirmou que o setor “perde tempo” quando discute “coisas laterais” em vez do que é fundamental – a melhora da aprendizagem dos estudantes – durante discurso na cerimônia de comemoração dos 50 anos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A jornalistas, ele disse que o País não precisa de lei como “Escola sem partido”.

“O Brasil não precisa de um projeto de lei desses. Não pode ter ideologização e partidarização dentro da escola nem de um lado, nem de outro. Precisa ter ideologia da aprendizagem”, declarou. A matéria está sendo analisada em comissão especial da Câmara dos Deputados. Nesta quinta, parlamentares discutiram por cinco horas e a votação foi adiada.

Futuro secretário paulista

Rossieli Soares não discorda apenas de seu possível sucessor. Ele também diverge de ideias do futuro chefe, o governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), por quem foi escolhido para comandar a secretaria estadual da Educação. O tucano já se disse favorável ao “Escola sem partido”. Questionado sobre a situação, Soares não se aprofundou. “Vou precisar de sorte.”

Transição

O Ministério da Educação recebeu uma comitiva da equipe de transição de Bolsonaro na última terça (20). A gestão atual vai deixar pronta para o futuro governo uma proposta de formação de professores. Além disso, a pasta estendeu para 29 de março o prazo para que estados e municípios solicitem a retomada de obras em unidades de ensino, passando a palavra final ao sucessor.

“Espero que ele [Bolsonaro] escolha uma pessoa que ame a educação. Não podemos deixar de avançar na educação brasileira e eu desejo muita sorte ao presidente eleito nessa busca, nessa escolha”, declarou o ministro, dizendo que não iria opinar sobre a possível nomeação de Schelb por não ter “intimidade” com o procurador regional da República.

*Com informações do Estadão Conteúdo