Moro define que depoimento de Lula dia 13 de setembro será presencial

  • Por Jovem Pan
  • 28/07/2017 18h19 - Atualizado em 28/07/2017 18h26
Moro lembrou que o depoimento de Lula no caso do tríplex do Guarujá, em 10 de maio, tiveram "gastos necessários, mas indesejáveis de recursos públicos com medidas de segurança"

O juiz federal Sergio Moro definiu que o próximo depoimento de Lula como réu será presencial, no dia 13 de setembro. O responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância acatou o pedido dos advogados do ex-presidente, que não queriam a oitiva por meio de videoconferência.

O depoimento de Lula será no processo que apura se a Odebrecht pagou propina a Lula através das compras de um terreno onde seria construído o Instituto Lula, em São Paulo, e de uma cobertura São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), as duas aquisições foram feitas pela empreiteira por meio de “laranjas”, que seriam o empresário Demerval Gusmão, no caso do terreno, e Glaucos da Costamarques, primo do pecuarista José Carlos Bumlai, no caso do apartamento.

“Sugeriu o Juízo na ocasião a realização do interrogatório do acusado Luiz Inácio Lula da Silva pelos motivos ali expostos. A Defesa não aceitou. Diante da recusa, o interrogatório será presencial”, diz o despacho do juiz, divulgado na tarde desta sexta-feira (28).

Moro lembrou que o depoimento de Lula no caso do tríplex do Guarujá, em 10 de maio, tiveram “gastos necessários, mas indesejáveis de recursos públicos com medidas de segurança”. À época, foram mobilizados 1.700 policiais militares no esquema de segurança, além do patrulhamento por helicóptero da PM, o que gerou um custo de R$ 110 mil, segundo a Secretaria de Segurança Pública.

A defesa do ex-presidente se posicionou afirmando que o Código Penal assegura a ele o direito de ser interrogado presencialmente.