Moro atuou para dificultar a posse de armas para as ‘pessoas de bem’, diz Bolsonaro

  • Por Jovem Pan
  • 01/06/2020 11h07 - Atualizado em 01/06/2020 11h08
Marcos Corrêa/PRDe acordo com o chefe do Executivo, Moro "ignorou a lei" e atuou para dificultar a posse e o porte de armas de fogo

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender a facilitação do acesso a armas para a população. Em conversa com apoiadores nesta segunda-feira (1º), ele criticou o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, a quem afirmou ter agido “de forma covarde” durante reunião ministerial do dia 22 de abril.

De acordo com o chefe do Executivo, Moro atuou para dificultar a posse e o porte de armas de fogo. “Para vocês entenderem um pouquinho quem estava do meu lado. Essa Instrução Normativa 131 é da Polícia Federal, mas por determinação do Moro. Essa IN ignorou decretos meus e ignorou lei para dificultar a posse e porte da arma de fogo para as pessoas de bem”, afirmou Bolsonaro.

Ao sair do governo, o ex-ministro Sergio Moro afirmou que o presidente tinha interesse em interferir politicamente no comando da Polícia Federal. Após a saída do ex-ministro da Justiça, Bolsonaro trocou o diretor chefe da PF, que, por sua vez, determinou trocas nas superintendências. O caso é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Assim como essa IN [Instrução Normativa], tem uma portaria que o novo ministro revogou que, apesar de não ter força de lei, orientava a prisão de civis. Por isso que naquela reunião secreta, o Moro, de forma covarde, ficou calado. E ele queria uma portaria ainda, depois, que multasse quem estivesse na rua [na pandemia]. Perfeitamente alinhado com outra ideologia que não era nossa. Graças a deus ficamos livres disso”, declarou.

O presidente reafirmou o que disse na reunião do dia 22 de abril, tornada pública por decisão judicial no processo que investiga se Bolsonaro interferiu politicamente na PF. “Inclusive foi o que eu disse na reunião secreta, que um povo armado jamais será escravizado, então, nós queremos o povo armado de forma legal”, disse.

*Com informações do Estadão Conteúdo