Morre o ex-ministro Mendes Ribeiro Filho; veja a trajetória do gaúcho

  • Por Jovem Pan
  • 10/05/2015 10h48

Mendes Ribeiro Filho em 18 de agosto de 2011Mendes Ribeiro Filho em 18 de agosto de 2011

O ex-ministro da Agricultura Mendes Ribeiro Filho morreu neste sábado (09), aos 60 anos. Ele tinha câncer no cérebro, contra o qual lutava há anos. O governador do Rio Grande do Sul, Ivo Sartori, disse no Twitter que decretará luto oficial no estado onde Mendes construiu sua trajetória política. 

Mendes Ribeiro nasceu em Porto Alegre em 1954. Foi vereador da capital gaúcha, duas vezes deputado estadual e cinco vezes seguidas deputado federal pelo Rio Grande do Sul, pelo PMDB.

Em 18 de agosto de 2011, foi chamado pela presidente Dilma Rousseff para assumir o ministério da Agricultura. À época era líder do governo no Congresso.

Luta pela vida

Com menos de dois meses no cargo, em 15 de outubro do mesmo ano, Mendes fez cirurgia para remover tumor no cérebro que reaparecera, após ter sido eliminado em 2007. Ele dizia que a presidente Dilma foi quem o convenceu a fazer o necessário procedimento cirúrgico.

Mesmo com o duro tratamento contra o câncer, com quimioterapia, Mendes permaneceu ministro até 13 de março de 2013. Ao deixar a esplanada, ele voltou a assumir o posto de deputado federal uma semana depois, mas se retirou para tratar a saúde em 8 de agosto daquele ano.

Mendes recebeu aposentadoria por invalidez da Câmara em maio de 2014 e seu estado físico começou a se deteriorar. Ele estava internado desde o final do ano passado.

Foi torcedor e conselheiro do Grêmio Foot-ball Porto Alegrense.

Carreira

Mendes Ribeiro formou-se em Direito pela PUC-RS em 1979. Foi líder estudantil. Antes de ser verador, em 1983, foi assessor e secretário da secretaria de Turismo de Porto Alegre. Elegeu-se no legislativo da capital gaúcha pelo PSD, partido que surgiu do fim do Arena.

Quando deputado estadual, já pelo PMDB, foi presidente e relator da comissão que criou a Constituição do Rio Grande do Sul, promulgada em 1989.

Na Câmara, participou da discussão do novo Código Civil desde 2005. Integrou por vários anos a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ), a mais importante da Casa, que analisa se as leis propostas são constitucionalmente legais.

Atuou em questões e comissões sobre a reforma do Judiciário, aposentadoria compulsória, crime organizado, informática, terras indígenas e acumulação de cargos militares. Participou do grupo que analisou a lei de proposta popular da Ficha Limpa.

Sonhava em ser governador do Rio Grande do Sul.

Com informações do site da Câmara dos Deputados, além de reportagens antigas do jornal gaúcho Zero Hora