Mortes em acidentes de trânsito em SP avançam 23,8%

  • Por Estadão Conteúdo
  • 20/07/2017 11h17
São Paulo- SP, 20/05/2014- Trânsito lento nos dois sentidos da avenida 23 de maio. A prefeitura suspendeu o rodízio de veículos no período da tarde de hoje (20/05), por conta da greve dos motoristas e cobradores que começou hoje. Na foto, pista no sentido aeroporto.Houve, em todas as cidades paulistas, 178 óbitos por colisões e 144 por atropelamento. Com a maior população e a maior frota de veículos, a capital concentra acidentes fatais

A quantidade de mortes decorrentes de acidentes de trânsito na cidade de São Paulo cresceu 23,88% em junho, na comparação com o mesmo período do ano passado, passando de 67 para 83 casos. Os dados foram divulgados ontem pelo Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga), que reúne informações de registros da Polícia Militar. O crescimento no Estado, no mesmo período, foi de 5%.

Das 83 mortes de junho deste ano, 32 foram de pedestres e 31 de motociclistas, incluindo 34 atropelamentos e 25 colisões entre veículos. No Estado, onde morreram 487, 175 vítimas eram motociclistas e 141, pedestres. Houve, em todas as cidades paulistas, 178 óbitos por colisões e 144 por atropelamento. Com a maior população e a maior frota de veículos, a capital concentra acidentes fatais. Na sequência, os casos são mais comuns em Guarulhos, com 13 óbitos no mês, e Campinas, com 10.

Os dados do Infosiga mostraram ainda que no semestre também houve crescimento de mortes na capital, passando de 476 casos para 482. O relatório não detalha quantas ocorreram especificamente nas Marginais da cidade, cuja velocidade máxima foi alvo de polêmica e alterada para cima pela gestão do prefeito João Doria (PSDB).

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), da Prefeitura, disse que “os dados são uma contribuição para a análise dos acidentes”, “no entanto não comenta estudos feitos por outros órgãos”. Apesar disso, acrescentou que “vem implementando medidas para aumentar a segurança nas vias da cidade, em especial para os pedestres, que são o elo mais fraco”, além de medidas como a fiscalização para a restrição da circulação de motos na pista central da Marginal do Tietê.