Mourão: ‘Brasil deve ter pragmatismo para entender importância da China’

  • Por Jovem Pan
  • 15/05/2019 09h06
Adnilton Farias / VPRVice embarca nesta semana para o país asiático, onde participa da quinta edição da reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban)

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o Brasil precisa reforçar as relações econômicas com a China com o o objetivo de fortalecer o desenvolvimento econômico interno. A fala foi feita durante uma entrevista ao programa Brasil em Pauta, da TV Brasil.

A declaração acontece em meio a uma guerra comercial protagonizada entre o país asiático e os EUA, que tem como principal motivo tarifas de importação de produtos dos dois governos. Na entrevista, o general amenizou o conflito e colocou o Brasil como beneficiário das relações econômicas com Washington e Pequim.

“O Brasil tem que saber aproveitar o melhor nesse momento. Tem que se posicionar. Temos ligação com os Estados Unidos da origem da nossa independência [em 1822]. Os Estados Unidos foram os primeiros a nos reconhecer, sempre foram o campeão da democracia e defensor da liberdade”, avaliou Mourão. “Por outro lado, temos que ter o pragmatismo suficiente para entender a importância da China para o desenvolvimento econômico do Brasil.”

Durante a entrevista, o vice-presidente lembrou que a China passa por dificuldades na segurança alimentar por conta da peste suína africana, vírus que tem dizimado o rebanho de porcos no país asiático. Como consequência, destacou o general, o gigante precisa importar proteína animal para alimentar uma população de 1,4 bilhão de pessoas. “O Brasil tem capacidade extraordinária de produção de alimentos. Então essa estratégia é que nós temos que traçar em ter essa aproximação com o mercado chinês.”

Mourão embarca nesta semana para a China, onde participa da quinta edição da reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), no dia 23 de maio, em Pequim. Ele também será recebido pelo presidente chinês Xi Jinping.

A China é, desde 2009, o principal parceiro comercial e uma das principais fontes de investimento externo no Brasil. As exportações para o gigante asiático em 2018 superaram US$ 64 bilhões e as importações, US$ 34 bilhões. Com esse resultado, a corrente de comércio bilateral chegou a US$ 98,9 bilhões.

Os principais produtos brasileiros exportados são soja triturada, óleos brutos de petróleo, minérios de ferro e seus concentrados, celulose e carne bovina. No ano passado, os destaques na importação foram plataformas de perfuração ou de exploração, dragas, produtos manufaturados, como circuitos impressos e outras partes de aparelhos de telefonia.

Com Agência Brasil