Mourão defende discurso de Bolsonaro na ONU: ‘Está dentro da visão do governo’

No pronunciamento gravado para a edição deste ano, Bolsonaro afirmou que o Brasil é vítima ‘de uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal’

  • Por Jovem Pan
  • 22/09/2020 15h48
Isac Nóbrega/PRVice-presidente avaliou que a fala de Bolsonaro seguiu a linha de demais discursos de lideranças mundiais

O vice-presidente, Hamilton Mourão, afirmou nesta terça-feira, 22, que o discurso do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) está dentro da visão do governo, e que é preciso “contrapor a desinformação” quanto ao meio ambiente. No pronunciamento gravado para a edição deste ano da assembleia, Bolsonaro afirmou que o País é vítima “de uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal”. “Que existe uma campanha de desinformação, existe. Isso aí eu já comentei, e compete a nós contrapormos. Agora, eu sempre deixo claro que a contraposição tem que se dar por duas vertentes: uma vertente de uma informação qualificada e a segunda vertente é de impedir que ilegalidades ocorram para não dar margem a esse tipo de pressão”, declarou Mourão.

O vice-presidente avaliou que a fala de Bolsonaro seguiu a linha de demais discursos de lideranças mundiais sobre a situação internacional e interna de cada país. “Seguindo ali a toada dos demais discursos que estão sendo colocados, os presidentes abordando a questão da pandemia, questão das relações internacionais, situação do mundo como um todo, questão da Organização Mundial do Comércio. No nosso caso, a questão do meio ambiente. Foi abordado dentro da nossa visão”, afirmou.

Mourão, que coordena o Conselho da Amazônia, evitou avaliar a declaração de Bolsonaro em que o mandatário responsabilizou índios e caboclos por incêndios florestais. “Aí é questão do presidente, que tem os dados dele ali, então, não comento isso aí”, disse. Nesta terça-feira, 22, o vice-presidente deve sobrevoar áreas atingidas por queimadas nos Estados do Acre e Rondônia. “Está meio difícil lá porque está muito cheio de nuvem, começou a chover, mas vamos tentar conseguir sobrevoar”, comentou.

* Com informações do Estadão Conteúdo