MP-SP quer investigar venda de garrafas de vinho de Paulo Maluf

  • Por Jovem Pan
  • 03/12/2018 09h24 - Atualizado em 03/12/2018 09h42
Estadão ConteúdoA assessoria do ex-deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) nega que ele esteja vendendo vinhos da sua adega, estimada em R$ 15 milhões

O Ministério Público de São Paulo investiga a venda de um lote de 862 garrafas de vinho da adega do ex-deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), estimada em US$ 3,8 milhões — cerca de R$ 15 milhões. Segundo o jornal O Globo, o político só aceita pagamento em espécie.

A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social informou ao juiz que, atualmente, não há restrição da Justiça para que o político consuma ou mesmo venda suas garrafas. No entanto, o promotor Silvio Marques explica que o órgão pretende verificar o repasse das bebidas. “Precisamos saber quem são os compradores, tipos de vinho e valores cobrados por garrafa. Os casos [que envolvem Maluf] ainda não foram juntados [na Justiça], sempre há dificuldade para recuperar dinheiro público.

A adega de Maluf é famosa entre políticos e amigos pela qualidade dos vinhos e pelas coleções de vinhos raros — em especial, os franceses. A garrafa mais cara à venda é um Romanée-Conti, de 1,5 litro, edição de 1971, cotada em US$ 67 mil (cerca de R$ 250 mil).

Condenado a sete anos, nove meses e dez dias de prisão, Maluf chegou a passar uma temporada na Papuda, em Brasília, e teve o mandato de deputado federal cassado este ano pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Desde março deste ano, ele está em prisão domiciliar.

Em nota enviada ao Globo, a assessoria de Maluf negou que o interesse do ex-deputado em vender sua adega. “Não é verdadeira a notícia de que Paulo Maluf está vendendo vinhos de sua propriedade que, aliás, não valem tanto assim. Paulo Maluf vai ser internado amanhã (hoje), no Hospital Sírio-Libanês, para ser operado de um câncer. Não tem tempo portanto, para se ocupar em vendas deste tipo”.