MP faz a segunda denúncia contra João de Deus por crimes sexuais

  • Por Jovem Pan
  • 15/01/2019 14h57
ERNESTO RODRIGUES/ESTADÃO CONTEÚDOAté 10 de janeiro, o MP já havia recebido 688 contatos, tendo sido identificadas mais de 300 vítimas

O Ministério Público de Goiás ofereceu mais uma denúncia contra João Teixeira de Faria, o médium João de Deus, por crimes sexuais. Nessa segunda denúncia constam 13 vítimas, sendo que cinco casos não foram prescritos. Neles, os crimes são de estupro de vulnerável (4) e violência sexual mediante fraude (1). As outras oito vítimas também de crimes sexuais, mas já prescritos, figuram como testemunhas.

As informações foram anunciadas nesta terça-feira (15), em coletiva de imprensa, pelos promotores de Justiça da força-tarefa que investiga o caso. Participaram o coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal, Luciano Meireles, e os promotores Gabriella de Queiroz, Paula Moraes e Augusto César Souza.

De acordo com eles, os crimes em questão aconteceram entre 1990 e 2018, quando as vítimas tinham entre 8 e 47 anos, e envolvem mulheres dos estados de Goiás, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Maranhão, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Entre as provas estão relatos, testemunhos, fotos, documentos, presentes e até comprovante de recebimento em espécie de benesses.

Na denúncia, foi formulado também novo pedido de prisão de João. A medida visa preservar a “incolumidade física e psicológica das vítimas, bem como preservá-las de quaisquer intimidações e represálias, inclusive físicas e espirituais, assim como eram submetidas quando da ocorrência das situações”.

Os promotores acrescentaram ainda que, até 10 de janeiro, o MP já havia recebido 688 contatos, tendo sido identificadas mais de 300 vítimas. O trabalho não se encerrou, e o endereço denuncias@mpgo.mp.br continua ativo para recebimento de informações.

João de Deus está preso em caráter preventivo no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia desde 16 de dezembro, quando se entregou às autoridades policiais. O médium é acusado de ter cometido crimes de abusos sexuais contra mulheres que frequentaram a casa onde oferecia atendimento espiritual. Ele nega as acusações.