Governo diz que 650 municípios querem aderir ao programa das escolas cívico-militares

  • Por Jovem Pan
  • 16/10/2019 21h33 - Atualizado em 16/10/2019 21h39
Marcelo Camargo/Agência BrasilSegundo Weintraub, lista dos contemplados deve ser liberada até o dia 15 de novembro

O governo anunciou nesta quarta-feira (16) que 650 municípios manifestaram interesse em aderir ao programa das escolas cívico-militares. Segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, as primeiras cidades contempladas, que devem começar o ano letivo já em 2020, devem ser divulgadas até o dia 15 de novembro.

Weintraub informou ainda que a maior parte dos interessados veio da região Nordeste: 290 deles. “Agora vamos fazer o cruzamento entre os estados que aderiram e os municípios que aderiram e escolher os mais indicados, com critérios técnicos, e até o dia 15 de novembro nos comprometemos a soltar a primeira leva de contemplados”, afirmou.

Ele explicou ainda, que aqueles que não forem escolhidos “não precisam ficar preocupados”, pois esta é a apenas a primeira etapa.

De acordo com o presidente Jair Bolsonaro, os estados que aderiram foram: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Ceará, Pará, Tocantins, Amazonas, Rondônia, Acre, Roraima e Amapá.

Já os que não quiseram participar foram: Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Sergipe. Sobre esses, Weintraub esclareceu que precisa do apoio dos governadores.

Escolas cívico-militares

O projeto de escola cívico-militar tem como proposta “reforçar a disciplina em sala de aula, valorizando o dever de ofício do docente”. Para isso, o professor continua comandando a sala de aula, mas a organização e a disciplina ficam por conta dos militares. Eles atuarão também como monitores em três áreas: educacional, didático-pedagógica e administrativa.

O programa foi lançado em setembro e tem como objetivo implantar o modelo em 206 escolas em todo o país até 2023.

“Daremos a tranquilidade na estrutura do colégio para que os professores ensinem com ainda mais qualidade na sala de aula”, afirmou o subsecretário de Fomento às Escolas Cívico-Militares do MEC, Aroldo Cursino.

A meta é aumentar a média do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Segundo o MEC, enquanto a média do Ideb em colégios militares é 6,99, nos civis é 4,94.