“Não estamos mudando a estratégia, estamos alterando a tática”, diz Dilma sobre o ajuste

  • Por Agencia Brasil
  • 29/05/2015 23h11

A presidente Dilma Rousseff participa da abertura da 10ª Conferência Nacional do PC do BA presidente Dilma Rousseff participa da abertura da 10ª Conferência Nacional do PC do B

Em evento do PCdoB na noite desta sexta (29), na capital paulista, a presidenta Dilma Roussef disse que o governo enfrenta um momento difícil, de grande desafio. Ela lembrou que, desde a eclosão da crise financeira de 2008, a União adotou todas as medidas anticíclicas possíveis, como fortalecer e ampliar políticas sociais e o crédito, a fim de proteger o consumo, o investimento das empresas, o emprego e a renda dos trabalhadores. “Agora nós chegamos no limite de nossa capacidade anticíclica”, destacou.

“Não estamos fazendo mudança na estratégia, estamos alterando a tática”, disse ao garantir a continuidade dos programas sociais e que a infraestrutura do País não será sucateada. Segundo a presidente, não há como adiar um ajuste fiscal. O País não pode continuar com o mesmo padrão e há necessidade de um reequilíbrio fiscal.

Para Dilma, o objetivo é encurtar ao máximo as restrições mais pesadas e dividir os sacrifícios da forma mais justa possível. Ela acrescenta que a retomada do crescimento exige esforços de todos. A presidente ressaltou a importância da reforma política, discutida na Câmara dos Deputados, e do fim do financiamento empresarial nas campanhas eleitorais.

Sobre a Operação Lava Jato, a presidenta afirmou que o Brasil deve continuar a combater a corrupção e a impunidade e que o governo tem atuado junto ao Ministério Público federal, sem impor a presença de um “engavetador geral da República”.

Dilma também falou sobre o projeto que reduz a maioridade penal e destacou que “há um conservadorismo muito perigoso da sociedade brasileira”. Segundo a presidenta, a medida que propõe a redição da maioridade penal é “gravíssima” e defendeu outro modelo: “Somos a favor de penalizar o adulto que usa crianças como escudo legal”.

Informações da repórter Camila Boehm