“Não podemos paralisar o governo”, diz Temer após divulgação da lista de Fachin

  • Por Jovem Pan
  • 12/04/2017 12h28
BRA101. BRASILIA (BRASIL), 11/04/2017 - El presidente de Brasil, Michel Temer, participa en una reunión en el Palacio Presidencial con los líderes aliados de base en la Cámara de Representantes y miembros suplentes del Comité Especial sobre la reforma de las pensiones, hoy, martes 11 de abril de 2017, en Brasilia. EFE/Joédson AlvesMichel Temer- EFE

Um dia depois da divulgação da lista de políticos investigados por conta da delação da Odebrecht, o presidente Michel Temer (PMDB), citado em dois inquéritos, comentou indiretamente o assunto. Temer disse que não se pode deixar que a “paralisia” se instale no País.

“Aqui no Brasil, se nós não tomarmos cuidado, daqui a pouco achamos que Executivo não opera, Legislativo não Opera, e não é assim. Quando nós criamos a repartição dos órgãos do poder, foi precisamente para dar agilidade a toda atividade pública. Então cada um cumpra o seu papel”, afirmou o presidente.

“É uma trivialidade, mas é importante sempre recordar esse fato. Eu, pessoalmente, o meu governo, que tem tido um apoio especialíssimo do Congresso Nacional, quero ressaltar que um governo só funciona, o Executivo, porque tem o apoio do Congresso. E evidentemente, nas eventuais divergências ou interpretações equivocadas, quem vai dar a palavra final é o Judiciário. É isso que nós temos que prestigiar cada vez mais. Portanto, nós não podemos jamais paralisar o governo. Temos que dar sequência ao governo, às atividades legislativas e judiciárias”, disse também o peemedebista.

Ouça a fala AQUI.

Oito ministros do governo Michel Temer serão investigados e a ordem no Palácio do Planalto é evitar que as denúncias dificultem a aprovação das reformas no Congresso Nacional.

Dentro do governo, a avaliação é de que não há dificuldade extra para a aprovação da reforma da Previdência, uma vez que todo mundo já sabia que a lista seria divulgada. A avaliação é de que todos que disputaram eleições nos últimos pleitos serão citados em algum momento. A classe entende que o problema não está nos políticos, mas no financiamento eleitoral das campanhas.

Atos

A cerimônia foi realizada na sala de audiências do Palácio do Planalto, sem a presença de jornalistas, e foi transmitida pela TV do governo federal. Em seu discurso Temer disse que era importante a presença dos jornalistas no local para dar publicidade aos atos. “Tenho feito muitas solenidades, poderia assinar da minha mesa, sem dar repercussão (…), mas, quando praticamos, esses atos têm uma repercussão muito grande”, disse

Em busca de agenda positiva, Temer sancionou quatro leis e assinou um decreto. A primeira lei colocou o nome de Zuzu Angel Jones no Livro dos Heróis da Pátria. Também acrescentou parágrafo único ao art. 292 do Decreto-Lei nº 3.689 para vedar o uso de algemas em mulheres grávidas durante o parto e em mulheres durante a fase de puerpério imediato, de autoria da ex-Deputada Ângela Albino (PCdoB/SC). Outra lei institui o mês de agosto como o Mês do Aleitamento Materno. A quarta assinatura altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), para garantir o direito a acompanhamento e orientação à mãe com relação à amamentação. E, por fim, assinou um decreto especial de indulto às mulheres presas, por ocasião do dia das Mães.

Com informações complementares de Estadão Conteúdo.