Não temos discussão sobre lockdown em São Paulo, garante secretário Marco Vinholi

  • Por Jovem Pan
  • 06/05/2020 11h23 - Atualizado em 06/05/2020 12h03
EFE/Fernando Bizerra JrEle destacou, no entanto, que retomar as atividades e flexibilizar a quarentena não significa retomar a vida como era antes

O secretário de Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, Marco Vinholi, reforçou que, apesar do aumento de casos do novo coronavírus no interior e na Baixada Santista coincidir com a queda da taxa de isolamento social na capital, o governo ainda não discute a possível adoção do bloqueio total.

“O lockdown se dá pela restrição do trânsito das pessoas. Até o momento não temos discussão sobre lockdown aqui e nem desse tipo de restrição. O que estudamos é avaliar o fluxo dos últimos feriados para a Baixada e quais medidas podemos tomar contra isso. Quarentena não é férias, mas por enquanto as medidas tem cunho orientativo.”

A restrição das atividades de comércio começou a valer no Estado de São Paulo no dia 22 de março. “Naquela oportunidade, São Paulo representava 68% dos casos de coronavírus e 88% das mortes no país. Hoje, esse número caiu para 32% e 37%. O isolamento salvou vidas em São Paulo.”

Vinholi destacou, no entanto, que retomar as atividades e flexibilizar a quarentena não significa retomar a vida como era antes. “Teremos o uso de máscaras e o distanciamento social por muito tempo ainda.”

Em 46 dias o número de casos do novo coronavírus no Estado de São Paulo aumentou de forma considerável. Em 17 de março apenas nove cidades da região metropolitana da capital tinham casos confirmados e apenas o município de São Paulo tinha óbitos. Hoje já são 354 cidades com casos positivos.

De acordo com ele acontecem agora preocupações regionais — especialmente com Campinas e Baixada Santista, que tiveram uma incidência maior de casos. Outras regiões preocupantes são: Vale do Paraíba, Sorocaba, São José do Rio Preto, Piracicaba e Ribeirão Preto.

Marcos Vinholi deixou claro que, nesse momento, o Brasil tem tido uma maior aceleração mundial em relação a doença e o Estado de São Paulo é o epicentro desse processo. “O isolamento ajudou a frear um pouco isso, mas mesmo assim estamos passando por um período crítico.”

“Pedimos que as pessoas fiquem em casa. São Paulo trabalha para superar a pandemia e retomar a normalidade, mas ainda não é o momento. A preocupação é grande, então pedimos para que as pessoas fiquem em casa e usem máscara.”