Não há necessidade de pânico, afirma secretário da agricultura de SP

  • Por Jovem Pan
  • 25/03/2020 12h03
SÉRGIO CASTRO/ESTADÃO CONTEÚDO/AEAs operações de distribuição e rotinas de trabalho seguem sem grandes alterações

O secretário estadual da agricultura de São Paulo, Gustavo Junqueira, afirmou, em entrevista ao Jornal da Manhã – 2ª Edição desta quarta-feira (25), que não há motivos para pânico da população, já que a distribuição dos alimentos permanece em funcionamento.

“A população deve ficar muito calma, planejar suas comprar e sair somente as pessoas que não são do grupo de risco. Saia alguém e faça as compras programadas.”

De acordo com o secretário, as operações e rotinas de trabalho seguem sem grandes alterações. Nas últimas semanas, os centros de distribuição chegaram a duplicar o abastecimento de carretas para transporte dos alimentos, passando de 150 para, em alguns dias, 350 carretas abastecidas.

A maior preocupação do setor, no momento, é garantir que “as pessoas se mantenham saudáveis” para enfrentar o novo coronavírus que já atingiu mais de 2 mil pessoas no país.

Junqueira defendeu ainda que, para garantir o abastecimento de todos os municípios de São Paulo, não podem acontecer interrupções nas entradas e acessos entre os estados. “Os insumos são nacionais. Tudo é integrado, então se houver rupturas será um problema. Os prefeitos precisam ter essa consciência, é um momento de contribuição do agronegócio.”

Medidas de segurança

Para garantir a segurança nos alimentos, Gustavo Junqueira indica que as famílias também lavem os alimentos em suas casas.

“Cerca de 58% do que é produzido no brasil é industrializado. Em São Paulo esse número chega a 78%, então não há risco de contaminação. Mas é melhor prevenir do que remediar.”

Além de reforçar a limpeza dos alimentos, o secretário indicou que a população procure as feiras livres para comprar de forma descentralizada, sempre adotando as medidas para evitar o possível contato pelo novo coronavírus.

“Olhem os alimentos, não toquem e fiquem distantes das barradas. Feiras livres não são entretenimento agora.”