Governador afirma que 168 suspeitos foram presos por envolvimento em onda de ataques no Ceará

  • Por Jovem Pan
  • 08/01/2019 14h25 - Atualizado em 08/01/2019 14h49
JOÃO DIJORGE - ESTADÃO CONTEÚDOAlém de ônibus queimados, prédios públicos também foram alvejados pelos criminosos

168 pessoas já foram presas por suposto envolvimento na onda de ataques que toma conta do Ceará desde o dia 1° de janeiro. Até o momento foram registrados mais de 140 atentados em ônibus e espaços públicos. A informação é do governador Camilo Santana (PT). De acordo com ele, mais suspeitos podem ser presos “a qualquer momento”.

Os ataques organizados por facções rivais em trégua movimentou as polícias cearenses e levou o ministro da Justiça, Sergio Moro, a autorizar o envio de agentes da Força Nacional para prestar auxílio. Santana explicou que determinou aos comandos desses agentes que empreguem todos os esforços possíveis para manter a ordem pública.

“Lideranças criminosas estão sendo identificadas e as transferências para presídios federais estão em curso. Não haverá tolerância com o crime”, escreveu em suas redes sociais. Ao todo, 406 devem participar das ações.

O secretário estadual de Segurança Pública, André Costa, acredita que os ataques são uma represália das facções ao endurecimento do combate ao crime dentro dos presídios, já que uma das razões que fomentou a onda foi a possibilidade – agora confirmada – de transferência de detentos de unidades prisionais. Isso violaria uma espécie de “acordo” que separava os presidiários por grupos em centros distintos para evitar mortes e disputas.

O que se sabe, até o momento, é que quatro facções podem estar envolvidas. O Comando Vermelho e a Família do Norte, aliados, negociaram trégua com o PCC e os Guardiões do Estado para minar o que acreditam ser uma tentativa de provocar conflitos entre eles.

“Meus irmãos GDE, nós pede humildemente que vocês entendam que se chegar qualquer liderança, PCC ou CV na nossas cadeias, que os irmãos acolham e der tratamento de um bandido a eles, der água, comida, escova, pasta, roupas e lençol. Em cima desta situação vamos dá essa trégua porquê é o está que está fazendo isso propositalmente no intuito de nós se matar [sic]”, disseram em um dos “salves”, informativo emitido pelas lideranças.

*com informações do Estadão Conteúdo