Novo partido de Bolsonaro tem criação registrada em cartório
O Aliança pelo Brasil, partido idealizado pelo presidente Jair Bolsonaro no mês passado, teve sua criação registrada em cartório nesta quinta-feira (5). O responsável pelo registro foi o 2º vice-presidente da legenda, Luiz Felipe Belmonte. Segundo ele, o partido se pautará pelos “princípios cristãos”.
“Estamos dando entrada no registro do novo partido Aliança Pelo Brasil. Um partido criado pelo presidente Bolsonaro, junto com seus apoiadores, e que pretende ser um partido que defina uma linha de direção valorizando os princípios cristãos, valorizando a família e valorizando essas questões que são da raiz do povo brasileiro”, disse em sua conta no Twitter.
“Tenho certeza que será um grande partido e que terá o apoio de grande parte da população brasileira”, completou. O deputado federal Major Vitor Hugo (PSL-GO), líder do governo na Câmara, revelou o momento do registro em cartório em sua conta no Twitter. “Seguiremos forte pelo interesse do nosso país”, afirmou.
Nasce a Aliança pelo Brasil 👍🏼🇧🇷 Seguiremos fortes pelo interesse do nosso País 💪🏼👊🏼 Força e Honra! pic.twitter.com/f6XPPFsOKy
— Vítor Hugo (@MajorVitorHugo) December 5, 2019
Bolsonaro criou o partido após anunciar seu desligamento do PSL, legenda com a qual se elegeu presidente da República. O novo partido, no entanto, ainda precisa obter o reconhecimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para formalizar sua criação e participar de eleições. Para isso, precisa recolher a assinatura de, no mínimo, 491.967 eleitores em apoio à nova legenda.
Na última terça (3), o TSE decidiu reconhecer assinaturas eletrônicas para formalizar a criação de partidos políticos. A decisão pode acelerar o registro da legenda junto ao tribunal. Bolsonaro pretende agilizar o processo de obtenção de registro do partido por meio de certificados digitais.
Apesar da decisão, não há prazo para que a Justiça Eleitoral possa criar aplicativos e programas de computador para efetivar a decisão, que ainda precisará ser regulamentada para passar a ter validade. Segundo a presidente do TSE, Rosa Weber, as soluções não estarão prontas para as eleições municipais de 2020.
*Com informações da Agência Brasil
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