Ômicron: Diretor de centro que sequenciou variante diz que insumos podem acabar por restrições de voos

O brasileiro Tulio de Oliveira, diretor do Centro para Respostas e Inovação em Epidemias afirmou que as restrições aéreas pode prejudicar estudos sobre a nova cepa do coronavírus

  • Por Jovem Pan
  • 29/11/2021 18h29
EVANDRO LEAL / ENQUADRAR / ESTADÃO CONTEÚDO

O brasileiro Tulio de Oliveira, diretor do Centro para Respostas e Inovação em Epidemias (CERI), na África do Sul, disse que o grupo pode ficar sem insumos por conta das proibições de voos para o país provocadas pelo avanço da variante Ômicron do novo coronavírus. O CERI foi responsável por sequenciar a variante. Nesta segunda-feira, 29, Tulio utilizou seu perfil nas redes sociais para informar que passou o dia tentando contatos com empresas da área da biotecnologia e de genômica para evitar o desabastecimento de insumos necessários para continuar o trabalho de pesquisa envolvendo a variante. “Hoje, passei boa parte do meu dia em conversas com empresas de genômica e de biotecnologia, já que logo ficaremos sem insumos porque os aviões não podem voar para a África do Sul! Será ruim se não pudermos responder às perguntas que o planeta precisa sobre a #ômicron devido à proibição de viagens”, afirmou Tulio no seu Twitter.

Nesta segunda-feira, o ministro da Saúde do Reino Unido, Sajid Javid, afirmou que se a variante “não for mais perigosa que a delta”, o país pode voltar atrás nas restrições aplicadas na última sexta-feira, 26. Na Câmara dos Comuns, Javid disse que medidas como o uso obrigatório de máscaras em ambientes fechados e a exigência de todos os viajantes serem submetidos a um teste de PCR na chegada ao Reino Unido, que entram em vigor a partir desta terça-feira, 30, não ficariam em vigor “nem um dia a mais do que o necessário”. Até o momento, 11 casos da nova variante foram confirmados no Reino Unido, sendo cinco na Inglaterra e seis na Escócia. A expectativa do governo é de que este número aumente nos próximos dias. A nova cepa já foi detectada em todos os continentes e ainda é analisada por pesquisadores.