OMS recomenda que Brasil foque em reduzir a mortalidade por Covid-19

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu que o Brasil vive um desafio complexo ao tentar controlar a pandemia

  • Por Jovem Pan
  • 01/07/2020 14h46
LINCON ZARBIETTI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO coronavírus A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu que o Brasil vive um desafio complexo ao tentar controlar a pandemia

O diretor executivo da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou nesta quarta-feira (1) que a pandemia da Covid-19 é atualmente “um desafio complexo para o Brasil”.

Questionado sobre o quadro no país, ele comentou que o Brasil é “grande e diverso”, o que dificulta o combate ao coronavírus. A OMS insistiu na necessidade de que todos adotem uma estratégia abrangente, com as várias medidas já sabidas de sucesso no combate ao problema.

Ryan disse que o Brasil deve se concentrar em passos como reduzir a mortalidade e suprimir a transmissão da doença. Além disso, os governos devem “enviar a melhor informação” aos cidadãos sobre o problema, afirmou.

Falando sobre o quadro mais geral das nações, a líder da resposta da OMS à pandemia, Maria Van Kerkhove, ressaltou a importância de usar todos os instrumentos à disposição. Segundo ela, mesmo países com problemas em momentos anteriores conseguiram reagir. “Não é tarde para usar essa abordagem abrangente”, defendeu.

Ao mesmo tempo, Kerkhove admitiu que nações com problemas e descontrole nas transmissões podem ter de apelar novamente a lockdowns, o que ela disse esperar que não seja mais necessário.

Vacina

Ryan voltou a advertir ainda que o sucesso na busca por uma vacina contra a covid-19 não é algo garantido. Em meio ao otimismo com relatos de avanços em alguns dos testes, ele ponderou que ainda “há muito trabalho duro a ser feito.”

Durante entrevista coletiva da entidade, o executivo foi questionado se uma eventual vacina para o novo coronavírus poderia servir contra cepas do vírus influenza e explicou que, no momento, também não é possível saber isso. “Esperamos que uma vacina em desenvolvimento funcione contra essa cepa do vírus e ainda está por ser visto se ela fornece qualquer proteção extra”, comentou.

*Com Estadão Conteúdo