‘Eu fiz BO: Bíblia e oração’, diz padre Marcelo após ser empurrado de altar

  • Por Jovem Pan
  • 15/07/2019 15h48 - Atualizado em 15/07/2019 16h00
Reprodução/YoutubeDe acordo com a Polícia Militar, a mulher responsável pela agressão foi encaminhada para a delegacia de Lorena, no interior de São Paulo

“Se o inimigo está furioso, vai ficar mais ainda, porque eu vou combater”, afirmou o padre Marcelo Rossi nesta segunda-feira (15) em vídeo publicado nas redes sociais, após ser derrubado de altar durante missa na tarde de domingo (14). O religioso disse ainda que “já fez um B.O.: Bíblia e oração”.

“Mais do que nunca guerrear, porque vocês viram a fúria do inimigo, mas Deus é maior”, assegurou. “Ontem eu fiz um B.O.. Padre, que B.O.? Bíblia e oração. Se alguém fizer calúnia contra você, faça o maior B.O.: Bíblia e oração. Esse é o melhor boletim de ocorrência. E onde é a delegacia? Capela. Ao bom entendedor, meia palavra basta”, completou.

Marcelo Rossi foi empurrado por uma mulher de cima da estrutura em que ele recitava a missa durante o acampamento “Por Hoje Não”, em Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo. No momento da agressão, pelo menos cinquenta mil pessoas participavam da celebração.

Embora tenha alguns problemas de saúde, o padre não sofreu ferimentos graves e inclusive voltou a presidir o evento depois do episódio. Ele afirmou que foi “salvo por um milagre”. “Não bati a cabeça. Todos sabem que eu tenho problema na coluna. Não tocou a coluna. Machucou muito a perna, mas, só [posso] agradecer a Deus. Amém. Estou ótimo.”

Em seguida, continuou: “Fui checar depois e, misericórdia, realmente, não há uma explicação. Não tem como me defender, foi só a mãe, mesmo. E, graças a Deus, estou aqui. Deus é demais. Obrigado, Senhor, para te servir, e, mais do que nunca, guerrear, porque a fúria do inimigo, vocês viram… Mas, Deus é maior. Amém.”

De acordo com a Polícia Militar, a responsável pelo incidente tem quarenta anos e faz parte de um grupo que viajou do Rio de Janeiro a Cachoeira Paulista. Acompanhantes afirmaram que ela sofre de transtornos mentais.

Apesar do padre não ter feito registro da agressão, a ocorrência foi feita pela comunidade Canção Nova. De acordo com a Polícia Militar, a mulher foi encaminhada para a delegacia de Lorena, no interior de São Paulo.

Confira o vídeo: