Operação Pedra no Caminho: defesa pede liberdade para diretor da Dersa

  • Por Estadão Conteúdo
  • 26/06/2018 17h34
Eduardo Saraiva/A2IMGPedro Paulo Dantas Amaral foi preso no último dia 21, quando a PF iniciou investigação sobre desvios de R$ 600 milhões das obras do Rodoanel Norte
A defesa do diretor da Departamento Rodoviário S/A (Dersa), Pedro Paulo Dantas Amaral, pediu ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) liberdade ao executivo, que é alvo da Operação Pedra no Caminho – investigação sobre desvios de R$ 600 milhões das obras do Rodoanel Norte. Pedro Paulo foi preso no dia 21 de junho e teve a custódia prorrogada na noite desta segunda-feira (25), por ordem da juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Federal.

Na mesma decisão, a magistrada também estendeu a prisão de outros seis investigados. Na lista está o ex-diretor-presidente da Dersa Laurence Casagrande Lourenço – ex-secretário de Logística e Transporte do governo Geraldo Alckmin.

Na avaliação do advogado Daniel Bialski, que defende Pedro Paulo, “é arbitrária a prorrogação de prisão”. Para o criminalista, o pedido de extensão da custódia “não trouxe qualquer fato concreto e nenhuma razão individualizada para tal justificativa” e a juíza “igualmente em sua decisão apenas trouxe suposições, sem qualquer elemento concreto, para deferir a prorrogação”.

“Qualquer que seja a modalidade da prisão, ela é e deve ser excepcional, sendo a regra a liberdade”, afirma o advogado.

Daniel Bialski registrou que a decisão não menciona a participação direta e ou indireta de Pedro Paulo “em ilicitude e que pudesse alinhar elementos desfavoráveis e incriminadores”. O defensor requerer a revogação da prisão do diretor da Dersa “diante da flagrante e espúria coação de que é vítima”.