Oposição precisa fazer pronunciamento uníssono, diz deputado do PSDB

  • Por Jovem Pan
  • 04/03/2016 16h35
Antonio Cruz / Agência BrasilCarlos Sampaio

A condução coercitiva do ex-presidente Lula nesta sexta-feira (04) no âmbito da 24ª fase da Operação Lava Jato, causou reação por parte da oposição no Congresso. Somado aos fatos da delação do senador Delcídio Amaral, que foram revelados nesta quinta-feira (03), o PSDB reunirá lideranças oposicionistas na tarde desta sexta para debater os temas.

Em entrevista à Jovem Pan, o senador Ricardo Ferraço (PSDB) disse ver tudo com muita preocupação. “Longe de qualquer um de nós revelar alegria pelo que aconteceu ao ex-presidente. Na prática você tem dois fatos que se sucedem da maior gravidade. Você tem o ex-líder do PT no Senado revelando fatos estarrecedores”, afirmou.

Também falando à Jovem Pan, o deputado do PSDB, Carlos Sampaio insistiu que a reunião entre os líderes oposicionistas será feita no final da tarde para debaterem o tema e fazerem um discurso uníssono. “Essa convocação às 18h é por conta da união das oposições e precisa fazer pronunciamento que seja uníssono”, completou.

O deputado Carlos Sampaio alegou que o pronunciamento feito pelo chefe da Advocacia Geral da União, José Eduardo Cardozo, tentou retirar a credibilidade das informações reveladas pelo senador.

Sobre o pronunciamento do ex-presidente nesta sexta-feira (04), o deputado ressaltou o envolvimento da mulher e filhos de Lula e disse que a presidente Dilma é “mais um fio” para a “postura criminosa” adotada por Lula.

“Há um comportamento de quem não sabe mais o que dizer. Ela não sabe mais como se posicionar. Todos os nomes que ela tinha como braço forte estão sendo acusados. Ela tem um despreparo psicológico diário. Ela deveria ter um gesto de grandeza e renunciar”, disse Sampaio sobre a presidente Dilma.

Para o senador Ferraço, os fatos revelados em delação devem ser aditados ao pedido de impeachment. “Esses novos fatos precisam ser aditados, de forma que o rito impõe que os crimes de responsabilidade devem ser apurados. Quanto antes resolvermos isso a gente pode colocar de pé uma agenda do pós-Dilma que possa representar uma luz no fim do túnel”, afirmou.