Oposição vai investigar caso de Pasadena se CPI da Petrobras for negada, revela Aécio Neves

  • Por Jovem Pan
  • 02/04/2014 09h31
Sao Paulo, SP, BRASIL, 30-09-2013 15h02:***Exclusivo FOLHA*** . Senador e Presidente Nacional do PSDB, AECIO NEVES (MG), da entrevista para a reporter Vera Magalhaes no estudio da TV FOLHA na Redação do jornal Folha de SPaulo (Foto Eduardo Kanpp/Folhapress.PODER)Aécio Neves fala sobre CPI da Petrobras

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse nesta quarta-feira (02), em entrevista à JOVEM PAN, que a oposição já prepara um contra-ataque caso o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), opte por não instalar a CPI da Petrobras para atender a interesses do governo.

“Se houver uma decisão no sentido de não instalar a CPI da Petrobras para atender ao interesse do governo, nós estamos preparando já e protocolaremos imediatamente uma CPI para investigar o caso de Pasadena”, disse com exclusividade ao Jornal da Manhã.

Aécio afirmou ainda que a base governista age de maneira desesperada e não honra o Parlamento. Ele explicou que a oposição não é contra qualquer tipo de investigação e que o governo tem maioria para instaurar uma CPI, o que legitimaria ainda mais a necessidade de uma investigação.

“Querem investigar a Alstom, querem investigar outras denúncias, e são inúmeras em relação a cartéis se formando no Brasil, querem investigar Eletrobrás, sistema elétrico, o BNDES, que investiguem. O que nós queremos é o seguinte: permitam que as gravíssimas acusações que pairam sobre a Petrobras possam também ser investigadas”, afirmou.

O tucano mostrou-se indignado com a carga tributária brasileira, considerada um dos principais motivos para o estancamento do desenvolvimento do país. Aécio disse que, em curto prazo, pretende simplificar impostos e, em médio prazo, ele falou em “diminuição horizontal da carga tributária”

Questionado sobre a herança que ele receberia se eleito em 2014, Aécio contou que não haverá facilidade e existe “uma bomba relógio” preparada pelo governo atual que, segundo ele, mostrou-se incompetente na política energética e no gerenciamento da política fiscal.

O senador tucano falou ainda sobre a insatisfação do povo brasileiro com o atual governo; para ele, ainda falta informação sobre os nomes que podem suceder Dilma Rousseff. “Isso é compreensível porque não há ainda nos veículos de massa a exposição necessária desses candidatos”.

Ouça a entrevista completa no áudio.