Ou Dilma sai ou será enxotada do Palácio do Planalto, diz líder do PSDB na Câmara

  • Por Jovem Pan
  • 16/03/2016 22h36
Deputado federal Antônio Imbassahy (PSDB-BA)

O líder do PSDB na Câmara, deputado Antônio Imbassahy (PSDB-BA) afirmou em entrevista à Jovem Pan, que não resta mais nada a presidente Dilma Rousseff senão a denúncia. “Ou ela sai ou será impedida com ação do Congresso Nacional. Senão ela será enxotada do Palácio do Planalto”, disse.

Manifestantes em São Paulo e em Brasília ocupam parte da Avenida Paulista e do gramado do Congresso Nacional, respectivamente. “A nação tomou conhecimento que o ministro de Estado recebeu auxiliar de Delcídio [Amaral] e fez propostas na direção de obstruir a Justiça. Hoje foi revelado um áudio estarrecedor, uma ação criminosa tentando obstruir a Justiça”, pontuou Imbassahy.

Deputados da oposição foram protestar em frente ao Palácio do Planalto nesta quarta-feira (16) contra a indicação do ex-presidente Lula para o Ministério da Casa Civil. Os parlamentares levaram uma faixa com a frase: “quando um pobre rouba, vai para a cadeia, mas quando um rico rouba ele vira ministro”. Ela foi dita pelo próprio ex-presidente em 1988.

Imbassahy afirmou que além da ação nesta tarde, assim que o áudio entre a presidente Dilma e o ex-presidente Lula foi revelada, “a coisa explodiu em todo o País”. “Devo dizer que temos uma ação que vai procurar impedir a posse de uma pessoa que está sendo denunciada pelo Ministério Público e com indicações que teve benefício de empreiteira da Lava Jato”, explicou.

Por 9 votos a 2, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve, também nesta quarta-feira (16) decisão da Corte que, em dezembro do ano passado, definiu as regras de tramitação do rito do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff que tramita na Câmara dos Deputados.

Com o resultado, fica mantida a decisão que invalidou a eleição da chapa avulsa, por meio de voto secreto, integrada por deputados de oposição ao governo, para formação da comissão especial da Câmara dos Deputados que conduzirá o processo.

Na votação, os ministros Edson Fachin, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Marco Aurélio, Celso de Mello e o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, acompanharam o relator, Luís Roberto Barroso. Dias Toffoli e Gilmar Mendes divergiram de Barroso.

Mesmo discordando da decisão do STF, o deputado Imbassahy afirmou que isso não retarda o processo. “Houve equívoco da decisão do STF. temos que respeitar a decisão da Corte suprema”.

Questionado se há a chance do PT “largar o osso”, o líder do PSDB na Cãmara julgou difícil. “Eles estão preocupados com as coisas que fizeram (…) Eles estão aterrorizados. Vão fazer de tudo para segurar, mas é a Constituição que vai fazer o afastamento da Dilma”, declarou. “O processo de impeachment é rápido. Se tudo correr dentro do figurino, sem impedimento, recursos, isso pode acabar no final da primeira quinzena do mes que vem. Tenho certeza que haverá atenção grande da população com relação a conduta de cada parlamentar”, completou.